Crise económica: Aprenda a superá-la com inteligência emocional - Médicos de Portugal

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Crise económica: Aprenda a superá-la com inteligência emocional

21 Outubro, 2011 0

A taxa de desemprego não desce. Fala-se diariamente em insolvência de várias empresas. O consumo de ansiolíticos e antidepressivos não pára de aumentar em Portugal. Saiba o que pode fazer para inverter a tendência de pessimismo que atravessa o país, motive-se e encare os obstáculos como desafios!

A crise começa por ser um conceito mental suscitado pela exposição aos mass media que acaba por produzir efeitos psicológicos, sociais e económicos.

Quer isto dizer que “por exemplo, algumas notícias divulgadas relativas à falência de bancos e ao encerramento de uma empresa acabam por gerar ansiedade e desconfiança face ao clima económico do país”, explica Fausto Amaro, sociólogo da saúde mental. “As pessoas são induzidas a deixarem de consumir e investir com implicações para a economia do país”, acrescenta.

Esta construção social da realidade origina pessimismo quer nos cargos directivos das empresas, quer nos seus colaboradores, independentemente da sua classe socioprofissional.

Soluções? Não se afigura como solução, mas pode ser uma ferramenta chave para vencer adversidades. Chama-se inteligência emocional.

Segundo o sociólogo “consiste na capacidade que o indivíduo deve ter para criar motivação, para identificar as suas emoções e as dos outros e saber geri-las de uma forma eficiente”.

 

Conhecer a inteligência emocional

A inteligência emocional compreende quatro quadrantes: o autoconhecimento, a autogestão, a compreensão das relações e a gestão das relações. Os dois primeiros centram-se no eu e os dois segundos nas interacções com os outros. “O quadrante de autoconhecimento está relacionado com a consciência e tem três competências fundamentais: o autoconhecimento emocional (capacidade de reconhecer as nossas emoções), a auto-avaliação e a autoconfiança”, define Micaela Ramos, psicóloga social clínica. Citando o psicólogo Goldman,especialista no tratamento do tema da inteligência emocional, explica que os indivíduos necessitam conhecer-se bem a si próprios para poderem desenvolver as outras competências.

A autogestão diz respeito às características que induzem os indivíduos à acção e divide-se em autocontrolo (adequada gestão das emoções negativas e dos impulsos); transparência (viver de acordo com os seus valores e crenças), a adaptabilidade, a orientação para resultados, a iniciativa e o optimismo. “Ser optimista é manter-se positivo face às adversidades”, define a especialista que encara osportugueses como pessimistas. É aqui que a Programação neurolinguística assume especial relevo, sendo um dos protótipos sugeridos aquele em que um copo está a metade e pode originar duas interpretações: “Que horror o copo está quase vazio ou que bom, eu tenhoeste sumo!”, explica. A especialista faz a ponte com o sucesso pessoal e profissional das pessoas referindo que “está provado que as pessoas mais optimistas são mais bem-sucedidas do que as mais pessimistas”. A crença e confiança na possibilidade de atingir metas e superar adversidades está na base do sucesso.

“Porque aquilo em que as pessoas acreditam mobiliza a sua acção, pois trata-se de um motor do seu comportamento”, acrescenta.

Os restantes quadrantes estão relacionados com a inteligência social, sendo a empatia um factor fundamental na interacção com os outros. “Nós temos um cérebro social que está programado para ler o que os outros estão a sentir e para reagir em função disso. E nós somos contagiados pelas emoções dos outros.

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