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Degenerescência Macular

22 Outubro, 2011 0

Disseram-lhe que tem uma doença na mácula ligada à idade? Então não está só. Milhões de pessoas em todo o mundo têm alguma forma de DMLI, sendo a causa mais frequente de perda da visão central, depois dos 65 anos. Estudos recentes indicam que a DMLI pode aparecer mesmo aos 55 anos.

A DMLI é uma doença ocular degenerativa que resulta do “envelhecimento” da mácula, a zona mais sensível da retina, camada da parede posterior do olho. A mácula é uma pequena área nobre responsável pela visão central, pela visão de pormenor.

Existem duas formas principais de DMLI: a forma “seca” e a forma “húmida”. Cerca de 9 em cada 10 pessoas têm a forma “seca”. Nesta forma, existem diversos depósitos de partículas nas áreas maculares, com pouca ou nenhuma alteração da visão.

A forma “húmida” é a menos frequente, mas a causa da maioria dos casos de cegueira ligados à DMLI, secundária ao aparecimento de vasos sanguíneos anormais que crescem e acabam por rebentar, originando hemorragias e cicatrizes na retina. A forma “húmida” é a menos frequente, mas a causa da maioria dos casos de cegueira ligados à DMLI, secundária ao aparecimento de vasos sanguíneos anormais que crescem e acabam por rebentar, originando hemorragias e cicatrizes na retina.

 

Quais são os sintomas da DMLI?

A maioria das pessoas não tem sintomas. No entanto, quando a visão central é afectada, manifestam-se dificuldades em ler e escrever, ver televisão, reconhecer pessoas, entre outros:

• Imagens distorcidas ou enevoadas no centro do campo visual

• Mancha escura ou esbranquiçada

• Alteração da visão das cores

• Modificação do tamanho ou forma dos objectos

Na maioria das situações a doença envolve os dois olhos, num período que pode variar entre meses e anos.

 

Qual o tratamento para a DMLI?

A retina destruída pela doença não pode ser recuperada. A perda da visão é permanente. Existem, no entanto, tratamentos que podem retardar a progressão da DMLI. Entre os tratamentos, estão disponíveis os médicos antioxidantes, a fotocoagulação por laser, as injecções intra-oculares de medicamentos contra os vasos anormais (neovasos) e a cirurgia para remoção de membranas neovasculares.

Actualmente, num grande número de casos de forma “húmida” da DMLI, efectuam-se injecções intra-oculares de um medicamento cuja finalidade é bloquear os vasos anormais e evitar o seu aparecimento. Na maioria dos casos são necessários múltiplas injecções. Este tratamento constitui uma esperança para os doentes com lesões maculares que eram consideradas não tratáveis ou cuja terapêutica era muito pouco eficaz. Não requer internamento, provoca ligeiro desconforto e não se aplica às formas “secas” de DMLI.

 

O que podemos fazer nas formas “secas” da DMLI?

Vitaminas e minerais podem reduzir a progressão para a forma “húmida” e proteger a visão. A alimentação deve ser rica em frutas e vegetais, alimentos ricos em vitaminas C e E, carotenóides, ómega-B e zinco, podendo ser complementada com comprimidos.

Nenhum dos tratamentos existentes garante a cura. É importante controlar a doença e estar atento às alterações da visão. A distorção da imagem, por exemplo a alteração da forma das letras durante a leitura, é um indicativo para consultar o médico oftalmologista.
O tabaco é um factor de risco significativo para a DMLI. Os fumadores deverão parar de fumar.
Outra sugestão útil: proteger os olhos das radiações solares usando óculos com filtros adequados.

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