Crise económica: Aprenda a superá-la com inteligência emocional
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Educação financeira e percepções face à crise
O tipo de relacionamento com o dinheiro reflecte, em certa medida, a postura das pessoas perante a vida. Segundo Micaela Ramos “a forma como nos relacionamos com o dinheiro mostra muito aquilo que somos e o que valorizamos”.
Daí que seja importante trabalhar as percepções e atitudes face aos bens monetários, principalmente, no contexto actual. Dá o exemplo de uma pessoa com uma situação financeira acima da média, que antigamente não comparava os preços dos produtos no supermercado, mas que passou a fazê-lo, para gerir melhor o seu orçamento. Mas recomenda e alarga esta mudança de percepções e atitudes a todas as pessoas, independentemente da sua classe social.
“Devemos ter atitudes de antecipação e perceber o que valorizamos efectivamente. Se valorizo mais a realização de viagens, será que faz sentido investir muito dinheiro numa casa enorme e sofisticada? Para quê endividarmo-nos?”, questiona a especialista. É este tipo de reflexão que interessa ter em tempo de crise, para definir a sua melhor estratégia de combate. Outro exemplo:
“Sempre comprei produtos caríssimos numa certa loja, e nunca fui à procura em outras que me oferecem os mesmos serviços. Porque não procurá-las?”.
No que diz respeito à educação financeira nas empresas, a psicóloga social clínica reconhece que a solução mais fácil é, frequentemente, o despedimento, “em vez de se apostar no colaborador, estando junto de si para tentar entender as suas dificuldades, postura que implica um maior esforço do gestor”.
Treino comportamental
Considera-se que qualquer mudança comportamental requer uma persistência de, pelo menos, três meses na prática de um novo comportamento.
“É indispensável, pensar de uma forma positiva e persistir naquele comportamento diariamente”, frisa Micaela Ramos. Como fomentar a persistência? Segundo a especialista, a chave da persuasão, é ajudar a pessoa a reflectir sobre as mais valias da adopção e manutenção de um dado comportamento.
“Uma pessoa só muda o seu comportamento se vir mais vantagens em mudar do que em não o fazer”.
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