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Crise económica: Aprenda a superá-la com inteligência emocional

21 Outubro, 2011 0

Se estivermos num país negativo, é fácil deixarmo-nos contagiar”, remata.

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Abraçar o optimismo nas empresas

Como se pode, então, vencer o clima de pessimismo económico? No universo empresarial, a estratégia deverá, em primeiro lugar, passar pela aposta na empatia entre direcção e colaboradorese pelo estímulo à cooperação, factores de sucesso de qualquer organização, refere Fausto Amaro. Os momentos críticos devem ser vividos com uma atitude de proactividade aliada a um sentimento de comunhão. Todos deverão ser convidados a participar com originalidade na sugestão de possíveis soluções para os problemas emergentes, no seu microcosmos laboral, num contexto de recessão.

Como se pode manter ou adquirir inteligência emocional numa situação de desemprego? Sem pretensões de estar a lançar “receitas mágicas”, o especialista em sociologia da saúde mental acredita que os indivíduos desempregados deverão igualmente reagir ao momento difícil que atravessam com discernimento e destreza emocional. Como podem encontrar a inteligência emocional? “Devem rejeitar atitudes conformistas, ser optimistas, ter iniciativas, procurar adaptar-se a novas funções, aproveitar os programas de requalificação profissional e, se surgir a oportunidade, não recear emprego noutra cidade ou até fora do país”, sugere Fausto Amaro.

 

Como criar crenças optimistas?

Afastar as crenças negativas e continuar a acreditar é o desafio lançado por Micaela Ramos, psicóloga social clínica e directora-geral da GO FOR, para quem o treino destas competências é fundamental. “Se vier um pensamento negativo, devo pensar em observar um lado positivo. Se não posso jantar fora hoje, porque não experimento em casa aquela receita nova que nunca experimentei? Há tanto tempo que tenho aquele DVD para ver e hoje é um bom dia. Olha, é uma forma de ir visitar os meus pais ou avós e não sair para fora no fim-de-semana”.

As ideias pessimistas podem ser contrariadas através do seguimento de uma terapia em grupo (psicodrama) e de técnicas de sociodrama. “O psicodrama é a psicoterapia individual em grupo na qual é escolhido um tema que interessa a todos os seus membros.

Estimular as pessoas para a acção e para a coesão é o principal objectivo do aquecimento, um dos momentos do psicodrama. “Fazemos jogos e dinâmicas de grupo nos quais as pessoas tenham que usar o corpo e a voz”, explica Micaela Ramos.

Na dramatização – segundo momento do psicodrama- os membros do grupo trazem problemas concretos que estão a ter no âmbito de uma relação e alguém do grupo representa papéis complementares e o egoauxiliar. No psicodrama há sempre dois terapeutas, o que conduz a sessão e aquele que é o ego auxiliar.

No âmbito do “roleplaying”, assume especial relevância a troca de papéis, como por exemplo, o indivíduo que colocar questões sobre problemas de interacção com o chefe, deve desempenhar também este papel.

A compreensão das limitações de dinâmica de grupo nas organizações é favorecida através de uma abordagem de psicologia positiva. Até porque, mais do que analisar os factores negativos relacionais no seios das empresas, com um enfoque nas patologias, interessa estudar aquilo que é saudável e funciona. “Vamos debruçarmo-nos sobre as equipas que funcionam”, explica.

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