Contracepção de emergência: Novos tempos, grandes mudanças com responsabilidades e deveres - Médicos de Portugal

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Contracepção de emergência: Novos tempos, grandes mudanças com responsabilidades e deveres

9 Janeiro, 2012 0

A sexualidade já não é o que era: a educação sexual é, sem margem para dúvidas, um instrumento indispensável de cultura e de emancipação, e o planeamento familiar transformou-se numa vertente de grande importância para a saúde sexual e reprodutiva e para os comportamentos responsáveis na esfera sexual.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) a sexualidade é “uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental”. Nesta acepção, a educação sexual é um meio valiosíssimo de cultura e que contribui para a formação do adolescente.

Os tabus que existiam até há algumas décadas à volta dos temas como a sexualidade vão caindo por terra, hoje qualquer adolescente pode encontrar informação idónea sobre a sua sexualidade consultando fontes como o Portal da Saúde (Ministério da Saúde) ou do Instituto Português da Juventude, os Médicos de Portugal ou a Associação para o Planeamento da Família: aqui o jovem fica a saber o que são doenças transmitidas sexualmente ou quais os riscos que acarreta o sexo não protegido.

É graças ao planeamento familiar que as famílias podem deliberar ter os filhos desejados e na altura desejada. Lê-se num documento da Direcção-Geral da Saúde que “O conceito de saúde reprodutiva implica que as pessoas possam ter uma vida sexual satisfatória e segura, e que tenham a capacidade de se reproduzir e decidir se, quando e com que frequência o fazem. Esta última condição pressupõe o direito de homens e mulheres serem informados e terem acesso a métodos de planeamento familiar da sua escolha, que sejam seguros, eficazes e aceitáveis”.

É aqui que cabe abordar os métodos de contracepção (incluindo a contracepção de emergência), um tema inevitável quando se fala de sexualidade. Em particular, quando se fala de sexualidade na adolescência, prontamente associamos à necessidade de uma educação sexual que começa em casa e que se caracteriza por um diálogo franco e aberto entre adolescentes e os seus encarregados de educação. Livros, brochuras ou folhetos sobre temas neste âmbito (as alterações físicas características da adolescência, a contracepção, a transmissão de doenças transmitidas sexualmente) podem constituir um bom ponto de partida para este diálogo, sendo, ao mesmo tempo, auxiliares no processo de esclarecimento de todas estas questões.

Recorde-se que na farmácia estão disponíveis folhetos que podem servir de base para uma conversa no espaço confidencial com o farmacêutico. Em suma, é no contexto desta educação sexual que devemos estar abertos a todas as matérias que tenham a ver com a saúde reprodutiva nomeadamente a responsabilização do homem e da mulher no contexto do planeamento familiar.

Para além das questões que têm a ver com as doenças transmitidas sexualmente, ganha uma grande importância a sensibilização para o risco de uma gravidez não desejada, situação particularmente crítica quando surge em idades jovens, com tremendos impactos a nível pessoal (na saúde emocional e física), escolar, familiar e social. No âmbito da educação sexual é inevitável abordar-se os métodos de prevenção da gravidez, dos preservativos aos contraceptivos orais. Não devem ser deixadas de fora as situações nas quais um esquecimento, acidente ou descuido, resultam em relações sexuais desprotegidas. Aqui que é importante falar da contracepção de emergência.

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