Contracepção de emergência: Novos tempos, grandes mudanças com responsabilidades e deveres
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Contracepção de emergência: O que é e como se faz uma utilização responsável
A contracepção de emergência só deve ser usada no caso de uma relação sexual não eficazmente protegida contra uma gravidez não desejada. São exemplo situações como: o esquecimento de uma ou mais pílulas numa mulher que faz habitualmente a contracepção hormonal, o rompimento de um preservativo ou, ainda, a deslocação do diafragma.
Para ter uma eficácia óptima, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rapidamente possível após a relação sexual desprotegida, diminuindo essa eficácia quanto mais tempo passa após esta relação.
Esta pílula não é abortiva e se a mulher já estiver grávida não vai alterar o curso da sua gravidez: na verdade, se já houver fecundação quando esta pílula é tomada o medicamento não tem qualquer efeito.
Esclareça-se que, à luz dos conhecimentos actuais, não há indícios de que esta pílula prejudique o feto, se for tomada por uma mulher grávida, embora a única situação em que a contracepção de emergência não deve ser usada é quando existe uma gravidez conhecida, isto precisamente por, nesta situação, não ter qualquer efeito. Porém, esta contracepção de emergência pode provocar reacções adversas.
Com efeito, pode provocar náuseas, vómitos, tonturas, fadiga e irregularidades menstruais. Podem ainda surgir dores de cabeça, tensão mamária e cãibras abdominais. Estas dores podem ser aliviadas com analgésicos e as náuseas e os vómitos (se forem intensos e se prolongarem) com medicamentos específicos tomados cerca de 1 hora antes do contraceptivo (os antieméticos, que podem ter como inconveniente o facto de provocarem alguma sonolência e requererem muita prudência na condução).
Se a mulher vomitar nas primeiras 2-3 horas após a toma da pílula, pode ser recomendável a repetição desta toma, pois o vómito pode ter eliminado o comprimido ou a sua substância activa e ter-se perdido eficácia.
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O que esperar do aconselhamento farmacêutico
Não é de mais insistir que a contracepção de emergência não é um método contraceptivo de uso regular mas sim um recurso. É o uso contínuo e correcto de outros métodos anticoncepcionais que assegura uma protecção mais eficaz ao longo do tempo e a um custo menos dispendioso.
Seja como for, é o único método que pode ser utilizado após a relação sexual para prevenir a gravidez podendo, por isso, ser um importante recurso para a prevenção de gravidezes não desejadas, evitando o recurso ao aborto a pedido da mulher.
Por este motivo, esta opção deve ser do conhecimento de todas as mulheres. Mais uma razão para se tirar partido do aconselhamento farmacêutico e confirmar junto deste profissional reprodutivas situações nas quais a contracepção de emergência é aplicável.
Este aconselhamento deve ajudar a mulher a compreender a utilização deste método de emergência, sensibilizá-la para a sua utilização ocasional, esclarecendo dúvidas quanto à utilização em situações específicas (amamentação, várias relações sexuais desprotegidas…).
O farmacêutico pode igualmente elucidar acerca da natureza dos métodos contraceptivos regulares que são os que devem ser utilizados preferencialmente para evitar uma gravidez não desejada. Junto do seu farmacêutico pode contar com o seguinte aconselhamento:

