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Como se livrar de vez do cigarro?

17 Novembro, 2008 0

Apagar o cigarro da vida de um fumador pode parecer uma tarefa quase hercúlea, já que, grosso modo, largar o vício depende – e muito – da força de vontade individual. Há, no entanto, quem tenha aproveitado a boleia das proibições de fumar em locais públicos para recomeçar uma vida sem tabaco.

Há praticamente um ano, a nova lei do tabaco proibia qualquer cidadão de fumar em espaços públicos. A medida, aplaudida por uns e contestada por outros, serviu de pretexto para que muitos fumadores decidissem colocar um ponto final no vício que se arrastava há anos.

Em Janeiro de 2008, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) lança o repto aos centros de saúde e hospitais públicos para iniciarem programas de desabituação tabágica. Mas já em 2006 se contabilizavam 16 centros de saúde e 11 hospitais públicos com consultas de cessação tabágica. Um número que foi, entretanto, alargado, devido à formação ministrada a médicos de clínica geral.

No Centro de Saúde de Linda-a-Velha, a consulta de cessação tabágica, implementada em Maio deste ano, tem ajudado cada vez mais fumadores com vontade de abandonar os velhos hábitos do tabaco. Todas as segundas-feiras, a partir das 14 horas, a Dr.ª Hermínia Nascimento e a enfermeira Mirene, acompanham todos aqueles que tomaram a decisão de parar de fumar.

“Os utentes chegam até nós por indicação do seu médico assistente ou mesmo por iniciativa própria. Muitos dos fumadores, ao verem os cartazes afixados no centro de saúde, procuram marcar voluntariamente uma consulta”, diz Hermínia Nascimento.

 

Apagar o vício

“Nas duas primeiras consultas, avalia-se o consumo de tabaco, a motivação para deixar de fumar e tentam-se apurar que barreiras sente o ex-fumador, depois do último cigarro”, fundamenta Hermínia Nascimento. Em todo o processo, “é essencial compreender o contexto pessoal, familiar, social e profissional do utente”, de modo a programar a melhor estratégia.

Nestas consultas preliminares, “desenham-se as metodologias que ajudarão o utente a mudar os hábitos tabágicos até ao dia D (dia em que o fumador pára definitivamente de fumar). São, ainda, definidas medidas farmacológicas, adequadas ao perfil de cada fumador.

A maioria dos utentes, por terem hábitos tabágicos muito enraizados, necessita de apoio farmacológico. “Este deverá ser o mais adequado a cada utente”, reforça. As opções farmacológicas podem ser substitutos da nicotina (transdérmicos, gomas e pastilhas) e terapêutica não nicotínica.

Em qualquer caso, as consultas de acompanhamento, com “o objectivo avaliar as manifestações de privação e eventuais efeitos secundários dos fármacos”, são estruturadas ao longo dos meses e adaptadas às necessidades sentidas por cada utente. “É um processo que envolve um apoio constante, para evitar recaídas.”

Segundo Hermínia Nascimento, a procura destas consultas tem aumentado nos últimos meses, E os motivos pelos quais os utentes deixam de fumar são vários. “A principal razão é a preocupação com a saúde, embora haja também quem refira o aumento do preço do tabaco.” Acima de tudo, para que a cessação tabágica seja sucedida, é necessário que “o doente manifeste motivação para o fazer”. A força de vontade, diz, “é o motor para abandonar definitivamente o tabaco”.

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