“Transportar os dados da investigação para o doente individual é a arte da medicina” - Médicos de Portugal

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“Transportar os dados da investigação para o doente individual é a arte da medicina”

16 Novembro, 2008 0

Assinado em Junho deste ano, o protocolo entre o univadis e o British Medical Journal vai permitir que, à distância de um clique, todos os médicos e farmacêuticos tenham acesso a informação credenciada. Esta ferramenta de utilização online dá o pontapé de saída para uma aprendizagem à la carte. Em casa ou no consultório, os médicos que adiram a este instrumento têm à disposição 350 cursos, de forma totalmente gratuita.

O Prof. António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência e adepto das ferramentas de aprendizagem online, certifica as vantagens da utilização deste instrumento de apoio à actividade clínica e único em Portugal.

Hoje em dia, informação é poder. Esta premissa também se aplica à prática clínica?

Os médicos precisam de informação clínica de alta qualidade. Hoje é impensável não assentar a prática clínica em ciência sólida. Claro que, quando há necessidade de informação válida e de qualidade, as fontes são várias. Desde logo, os livros de textos, as chamadas fontes clássicas, e os softwares médicos. Há, ainda, as guidelines, que, traduzido para português, significa normas de orientação clínica. Mas a grande questão não é encontrar uma resposta para as dúvidas, no meio da parafernália de meios… mas se a informação que se obtém é ou não fidedigna.

Convém, no entanto, que as respostas surjam em tempo útil…

No momento em que estou a encarar o doente, preciso de responder às dúvidas rapidamente. Esta informação que é fornecida assenta em dados factuais, em evidência clínica. Isto significa que o médico deverá manter-se actualizado diariamente sobre as novidades que vão sendo publicadas. Se o clínico estiver na posse desta informação “refrescada” conseguirá dar atender melhor o utente e de um modo mais célere.

Como pode o univadis ajudar os médicos a manterem-se actualizados, sem que, para isso, tenham de ler centenas de artigos científicos?

Todos os profissionais sabem que transportar os dados da investigação para o doente individual é a arte da medicina. E esta é uma questão complexa, porque, mais do que ler uma panóplia de livros ou artigos científicos, o médico necessita de informação detalhada e de fácil interpretação, no momento em que está com o doente à frente. Assim, o univadis apresenta-se como um instrumento que ajuda a desenvolver o raciocínio clínico.

E como?

A investigação dá-nos peças discretas: como trato esta doença, como estabeleço o prognóstico, entre outras informações. Mas, quando se está a assistir doentes individuais, é preciso um outro tipo de conhecimento que essas peças de investigação não facultam. Os cursos do BMJ da Univadis mimetizam aquilo que se passa no dia-a-dia, ou seja, os chamados casos clínicos. Através de múltiplas opções, os médicos vão sendo conduzidos a respostas. Trata-se de uma maneira muito sofisticada de ensinar: a uma cultura científica de base junta-se o raciocínio.

Quer isto dizer que esta ferramenta se adapta a cada situação particular?

O BMJ learning e o univadis trazem um conjunto de cursos e de instrumentos de treino médico que ultrapassam em muito a Medline ou os livros de texto. Estas informações complementam de uma maneira admirável a necessidade de incorporar o conhecimento e modulá-lo para qualquer tipo de doente. São peças que pintam o quadro clínico de uma maneira estruturada, bem pensada, com perguntas sequenciais. Todo este conjunto cria empatia com o programa.

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