À prova de afogamento - Médicos de Portugal

A carregar...

À prova de afogamento

4 Agosto, 2009 0

É em silêncio que uma criança se afoga: alguns segundos e uma pequena quantidade de água bastam. Em tempo de férias, há que prevenir e apostar em mergulhos seguros.

As férias são momentos de prazer e descontracção, longe do bulício e da azáfama do quotidiano no trabalho ou na escola. Mas, quando há crianças por perto, nunca se pode estar completamente descontraído.

Porque os acidentes acontecem. E acontecem com demasiada frequência quando as brincadeiras envolvem mergulhos na piscina ou no mar.

Todos os anos os noticiários televisivos e as páginas dos jornais fazem eco de afogamentos infantis, em piscinas privadas ou de aldeamentos turísticos, em praias fluviais ou marítimas. São notícias quase sempre com um desfecho fatal, a chamar a atenção para a importância de vigiar as crianças em tempo de férias.

Pode não parecer, mas a água exerce uma atracção extraordinária sobre as crianças: as mais pequenas fascinam-se com o brilho, com o movimento, com os sons, com o facto de os objectos flutuarem. As mais velhas são atraídas pela aventura dos mergulhos mais ou menos profundos, perdendo-se na vontade de tirar partido da versatilidade oferecida por uma piscina ou pelas ondas do mar.

Esta atracção pode torná-las arrojadas, potenciando brincadeiras pouco seguras. Sobretudo quando há mais do que uma criança envolvida, é fácil acontecer um acidente: uma corrida à volta da piscina, uma escorregadela ou um empurrão. Mesmo quando a criança sabe nadar o afogamento é um risco. Que se concretiza em poucos segundos e em silêncio. Não há gritos nem movimentos bruscos, tudo acontecendo sem sobressaltos, sem chamar a atenção. Daí que, quando o afogamento é detectado, muitas vezes já seja tarde demais.

Pela dimensão do perigo, todos os cuidados são poucos. Sobretudo nesta altura do ano em que as férias se passam, muitas vezes, em casas alugadas, com piscina mas sem vigilância. O ideal de segurança seria que todas as piscinas – incluindo as de casa e as de condomínios privados – fossem protegidas por uma vedação, de modo a limitar o acesso das crianças mais pequenas. É que muitos dos acidentes não acontecem quando a criança está dentro de água, mas por escorregar e cair acidentalmente na piscina. Com uma rede e uma porta a manter as distâncias, é mais seguro brincar nas proximidades.

Na hora de aproveitar a piscina, é essencial que a criança – se não souber nadar – use braçadeiras ou um colete adequado. As bóias são menos seguras, na medida em que a criança se pode atrapalhar. Pode igualmente atrapalhar-se com colchões e outros brinquedos, pelo que a sua presença na água deve ser limitada ao indispensável para a diversão. E quando a piscina não estiver a ser utilizada estes objectos devem ser retirados: que podem atrair a curiosidade infantil, levando a criança a debruçarse para os agarrar e potenciando o risco de uma queda.

[Continua na página seguinte]

 

O mesm

Sempre com vigilância

Muita da segurança passa pela vigilância humana. As crianças não devem ser deixadas sozinhas na piscina. Nem perto dela. Em reuniões sociais, é fácil os adultos descurarem a atenção, distraídos que estão com a conversa ou outros afazeres.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.