À prova de afogamento
O seu objectivo é a redução do número e da gravidade dos acidentes e das suas consequências nas crianças e jovens, o que a leva a intervir nos ambientes em que acontecem mais acidentes – rodoviário, doméstico, escolar, de lazer, desportivo e aquático.
A APSI propõe-se ainda agir em defesa dos direitos da criança e da família e na promoção da cidadania, em defesa da qualidade de vida das crianças e dos jovens para um desenvolvimento pleno e saudável e na criação de ambientes promotores de saúde.
Actua a nível nacional e internacional na definição de políticas e estratégias para o combate aos acidentes, difundindo igualmente a mensagem da urgência da prevenção de acidentes através de acções de informação, formação e investigação.
É ainda seu propósito promover a união de esforços entre aqueles que devem, podem ou querem agir para controlar este problema, motivo que a levou a associar-se à fundação da Plataforma Saúde em Diálogo, entidade de solidariedade e entreajuda criada sob a égide da Associação Nacional das Farmácias.
São os seguintes os contactos da APSI:
• Morada: Vila Berta, 7, r/c esq. (Graça), 1170-400 Lisboa;
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• Horário de atendimento – dias úteis das 09.30 às 13.00 e das 14.30 às 17.30;
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• Internet: www.apsi.org.pt.
As férias são momentos de prazer e descontracção, longe do bulício e da azáfama do quotidiano no trabalho ou na escola. Mas, quando há crianças por perto, nunca se pode estar completamente descontraído.
Porque os acidentes acontecem. E acontecem com demasiada frequência quando as brincadeiras envolvem mergulhos na piscina ou no mar.
Todos os anos os noticiários televisivos e as páginas dos jornais fazem eco de afogamentos infantis, em piscinas privadas ou de aldeamentos turísticos, em praias fluviais ou marítimas. São notícias quase sempre com um desfecho fatal, a chamar a atenção para a importância de vigiar as crianças em tempo de férias.
Pode não parecer, mas a água exerce uma atracção extraordinária sobre as crianças: as mais pequenas fascinam-se com o brilho, com o movimento, com os sons, com o facto de os objectos flutuarem. As mais velhas são atraídas pela aventura dos mergulhos mais ou menos profundos, perdendo-se na vontade de tirar partido da versatilidade oferecida por uma piscina ou pelas ondas do mar.
Esta atracção pode torná-las arrojadas, potenciando brincadeiras pouco seguras. Sobretudo quando há mais do que uma criança envolvida, é fácil acontecer um acidente: uma corrida à volta da piscina, uma escorregadela ou um empurrão. Mesmo quando a criança sabe nadar o afogamento é um risco. Que se concretiza em poucos segundos e em silêncio. Não há gritos nem movimentos bruscos, tudo acontecendo sem sobressaltos, sem chamar a atenção. Daí que, quando o afogamento é detectado, muitas vezes já seja tarde demais.
Pela dimensão do perigo, todos os cuidados são poucos. Sobretudo nesta altura do ano em que as férias se passam, muitas vezes, em casas alugadas, com piscina mas sem vigilância. O ideal de segurança seria que todas as piscinas – incluindo as de casa e as de condomínios privados – fossem protegidas por uma vedação, de modo a limitar o acesso das crianças mais pequenas. É que muitos dos acidentes não acontecem quando a criança está dentro de água, mas por escorregar e cair acidentalmente na piscina. Com uma rede e uma porta a manter as distâncias, é mais seguro brincar nas proximidades.

