À prova de afogamento
Mas convém que haja sempre um de guarda aos mais pequenos, porque os acidentes acontecem quando menos se espera.o cuidado deve ser aplicado aos banhos de banheira. Mesmo quando a água é pouca. Porque basta que o adulto saia para atender o telefone ou abrir a porta: uma escorregadela é suficiente para a cabeça da criança ficar submersa e ela não conseguir virar-se.
Os acidentes em tão pouca quantidade de água parecem improváveis, mas a realidade demonstra que acontecem.
Na banheira, como em tanques rurais ou num simples balde de água. São muitas as circunstâncias que podem jogar contra uma criança nesta relação com a água.
Na praia, além da água, entram em jogo a temperatura, as correntes, os declives naturais, as rochas. Num lago, num rio ou no mar, tudo pode mudar subitamente, apanhando desprevenidos os banhistas e, por maioria de razão, as crianças.
Daí a necessidade de serem acompanhadas por um adulto e ensinadas a respeitar algumas regras de segurança, como nadar ao longo da costa e não em direcção ao horizonte, como saltar em vez de mergulhar, como permanecer nas áreas designadas para a natação.
Porque a praia ainda é o destino de férias da maioria dos portugueses, o melhor é prevenir os acidentes e fazer dos momentos à beira da água momentos à prova de afogamento.
Prevenir os acidentes
As férias são momentos de descoberta de novos locais para toda a família, momentos que os pais desejam de descanso mas que para as crianças implicam uma maior liberdade e maior actividade. Para que estes objectivos se cumpram em segurança, a APSI deixa alguns conselhos:
• Faça o reconhecimento do local mesmo antes de desfazer as malas;
• Verifique os potenciais factores de insegurança no exterior e interior;
• Adopte medidas de precaução (se necessário) e estabeleça regras, nomeadamente sobre a utilização da piscina e os banhos no mar;
• Informe-se sobre os serviços de saúde locais e mantenha sempre consigo os respectivos contactos.
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Mergulhos mais seguros
Para mergulhos mais seguros, há algumas regras simples mas essenciais que convém respeitar:
• Ensine as crianças a nadar;
• Se não souberem nadar, coloque-lhes braçadeiras ou um colete insuflável;
• Não as deixe sozinhas na piscina ou junto ao mar; as mais pequenas também não devem ser deixadas sós na banheira;
• Verifique a profundidade antes de as deixar mergulhar;
• Ensine-as a nadar apenas nas zonas em que é permitido;
• Remova brinquedos e bóias da piscina;
• Proteja a piscina com uma vedação e mantenha o acesso fechado se a piscina não estiver a ser usada.
Pela segurança infantil
“Os acidentes são a maior causa de morte nas crianças e jovens em Portugal. Quase todos podem ser evitados. É por isso que a APSI existe!”. Este é o manifesto da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), uma Instituição Particular de Solidariedade Social fundada em 1992.

