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Infecções respiratórias na infância

20 Fevereiro, 2017 0
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As otites frequentes nas crianças podem ser a cauda de diminuição de audição. Se não forem adequadamente tratadas podem-se complicar sob a forma de surdez.

Apesar de, na maioria dos casos, as infecções respiratórias terem, como já referido uma evolução benigna, podem agravar-se surgindo complicações como pneumonia, pneumotórax, meningite, encefalite ou mastoidite, por exemplo.

A constipação é a infecção vírica mais frequente. Na sua origem podem estar mais de duas centenas de vírus. Trata-se de uma infecção das vias respiratórias superiores, afecta sobretudo o nariz, a garganta e os ouvidos. Destacam-se nos seus sintomas: espirros, nariz a pingar ou congestionado, garganta irritada, olhos lacrimejantes, fadiga, febre baixa e perda de apetite.

Convém recordar que a constipação se distingue de doenças como a gripe, a rinite alérgica e a sinusite. Ao contrário da constipação, a gripe surge de forma súbita, com febre elevada, acarreta prostração e dores musculares intensas; na rinite alérgica não há febre e a alergia manifesta-se por vários dias a fio; a sinusite apresenta-se com congestão nasal, tosse nocturna, dores faciais, pode ocorrer febre baixa e um quadro de dores de cabeça.

No geral, é importante oferecer muitos líquidos às crianças, limpar adequadamente as fossas nasais com soro fisiológico três a quatro vezes por dia ou sempre que necessário e pode combater-se a febre com antipiréticos, mas sempre com aconselhamento médico ou indicação farmacêutica. As IR do tracto respiratório inferior mais importantes, na criança, são a bronquiolite e a pneumonia.

Uma bronquiolite pode começar com uma simples constipação, com uma febre ligeira, pingo no nariz e uma tosse seca. A criança apresenta depois dificuldades respiratórias, fica agitada, os seus brônquios ficam cheios de secreções. Na maior parte dos casos, a bronquiolite evolui e as dificuldades respiratórias desaparecem espontaneamente em alguns dias. Se se manifestar uma febre elevada, uma otite ou secreções purulentas, o médico poderá, só nestes casos, considerar a necessidade de se usarem antibióticos.

Como se tratam as IR

Uma primeira questão de grande relevo é saber que não vale a pena estar a pedir ao seu farmacêutico qualquer antibiótico, eles são apenas eficazes contra bactérias mas a maioria das infecções que afectam as crianças são constipações, afecções da garganta e gripes, maioritariamente causadas por vírus e resolúveis, por si, em três a sete dias.

Os pais devem estar consciencializados de que o uso inadequado de antibióticos está na origem de um gravíssimo problema de saúde pública que dá pelo nome de resistência bacteriana: como as bactérias para sobreviverem aos antibióticos vão ficando mais resistentes, é necessário encontrar medicamentos mais potentes, entra-se numa espiral em que as doenças duram mais, aumentam o risco de complicações e até o grau de contágio.

Em regra, não são necessários medicamentos específicos para tratar constipações ou gripes. O alívio dos sintomas consegue-se com analgésicos e antipiréticos, para dor e febre (na criança não se deve recorrer a aspirina ou seus derivados). Nunca esquecer que a administração de medicamentos a crianças requer maior cuidado, nomeadamente na medição rigorosa da dose a dar; o aconselhamento farmacêutico é, por isso, uma primeira prioridade na medida em que auxilia na determinação da dose adequada à idade ou peso da criança.

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