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Saúde Oral: Sorria sem medo

18 Fevereiro, 2009 0

Depois de salvaguardada a função, a questão estética entra em campo. É feita à medida de cada pessoa, entre o médico e o paciente. Há quem peça os dentes muito direitos, há quem os prefira um pouco tortos para parecerem naturais, quem goste mais deles brancos ou tantas outras preferências.

«A estética é algo muito variável. O conceito de estética, por exemplo, nos Estados Unidos, é muito diferente do conceito europeu. A dentadura branca com dentes grandes muito alinhados e visíveis pode ser muito agradável para a média do doente americano, mas não é com certeza a grande ambição do doente médio europeu», refere Francisco Salvado.

 

Correcção pelos aparelhos

Num outro campo da reabilitação oral temos os aparelhos. Segundo o médico, «os aparelhos são usados para corrigir uma má colocação dos dentes porque, quando não equilibrados podem levar a problemas de higienização, de alterações gengivais, entre outros. Os dentes muito alinhados podem não significar boa função. Quando a relação entre os dentes superiores e inferiores não é a adequada, a mastigação é dificultada ou, em casos mais extremos, pode levar ao desgaste total dos dentes. Para uma auto-avaliação muito simples poderíamos dizer que os dentes superiores devem estar mais a frente que os inferiores», esclarece o médico.

A boca e os dentes não são estáticos. Se faltar um dente, os outros irão mover-se para preencher o espaço do que falta. Isto pode levar às situações incómodas de comer e ficar com pedaços de comida entre os dentes, sobretudo com alimento fibrosos e de grande capacidade de retenção.

Um mau equilíbrio da estrutura dentária pode também levar a problemas de articulações da mandíbula. A articulação temporomandibular (que fica junto ao ouvido) pode estar a ser forçada, levando a queixas como a dor e mesmo em alguns casos à incapacidade de abrir correctamente a boca.

 

Branqueamento dos dentes

Além da questão dos aparelhos, dos implantes e próteses, parte da reabilitação também passa pelo branqueamento dos dentes. É aquilo a que se chama a reabilitação estética. Há várias formas de proceder a este tratamento, que deve ser aconselhado por um médico, quer por uma questão de individualidade do paciente, quer por segurança.

«Há branqueamentos que podem ser feitos em casa pelo próprio doente, depois de consulta prévia com o dentista. A utilização sem aconselhamento de produtos branqueadores pode levar a consequências graves como a lesão das gengivas ou à tão debilitante sensibilidade dentária. Esta aparece sobretudo nos tratamentos não controlados pelo médico em que o próprio doente aumenta a intensidade do tratamento com vista a um resultado branqueador mais intenso. Há alguns locais, como ginásios e solários, que aplicam estes produtos e fazem tratamentos a laser. Convém sempre que o doente pesquise e peça prova da existência de um médico responsável. Os produtos branqueadores não são isentos de riscos. Os médicos têm a formação necessária para não só os prevenirem mas, se for o caso, tratar qualquer complicação», defende o médico.

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