Arquivo de Saúde Oral - Médicos de Portugal

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Gengivite é...


A gengivite é uma inflamação comum das gengivas, causada pela acumulação de placa bacteriana. A placa é uma película aderente constituída por bactérias e resíduos dos alimentos. Forma-se entre os dentes e as gengivas: de início, tem uma consistência mole e é transparente, mas, se não for removida, acaba por endurecer - é o tártaro.


O tártaro depositado no intervalo entre as gengivas e os dentes provoca a vermelhidão e o inchaço que caracterizam a gengivite. E é provável que as gengivas sangrem com facilidade, ao toque da escova de dentes ou até ao mastigar.


 


Uma questão de higiene


Na origem da gengivite está, na maioria das vezes, uma higiene oral deficiente: é que a escovagem diária dos dentes contribui para a remoção da placa bacteriana, evitando que ela se transforme em tártaro. Mas existem outras causas:


» Genética - cerca de 30% da população tem uma maior susceptibilidade ao desenvolvimento da bactéria que pode estar associada à formação de placa;


» Doenças que causam diminuição das defesas do organismo;


» Há medicamentos que provocam o crescimento das gengivas, o que torna difícil eliminar a placa bacteriana;


» Alterações hormonais - na gravidez, por exemplo, a sensibilidade nas gengivas aumenta.


 



De olho nas gengivas


A gengivite pode surgir de forma discreta. No entanto, quando instalada, os sintomas são facilmente detectados. Gengivas saudáveis são firmes e rosadas. Já as gengivas doentes apresentam um aspecto bem diferente:


» Avermelhadas;


» Inchadas;


» Sensíveis e dolorosas ao toque.



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SENSAÇÃO DE QUEIMADURA


É o primeiro sinal de que uma afta vai surgir: uma sensação de queimadura instala-se no local onde irá aparecer - na zona interior dos lábios ou das bochechas, ou na língua.


A partir daí desenvolve-se uma pequena lesão com uma aparência típica: uma mancha arredondada, rodeada por uma linha vermelha, a denunciar a inflamação.


Porque a causa é, muitas vezes desconhecida, a prevenção não é fácil. Mas é possível gerir alguns factores associados ao aparecimento ou agravamento das aftas.


 


FACTORES ASSOCIADOS


- Trauma oral, causado pela escovagem excessiva ou pela mastigação de alimentos duros.


- Ansiedade e stresse.


- Certos alimentos como chocolate, café, morangos, queijo, amêndoas, entre outros.


- Mudanças hormonais e ciclo menstrual.


- Deixar de fumar, sobretudo no início.


- Alguns medicamentos como anti-inflamatórios ou certos anti-hipertensores.


- Alergia ao lauril sulfato de sódio presente em muitos dentífricos e elixires.


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Mais do que higiene


Uma boca e uns dentes saudáveis permitem comer, falar e sorrir com conforto, contribuindo para a saúde e bem-estar. Com confiança!


Com os anos, surgem alterações na boca: cáries, principalmente nas raízes dos dentes; doenças das gengivas; perda, desgaste ou alteração da cor dos dentes; cancro; boca seca; mucosas mais sensíveis e finas e diminuição do paladar.


Estas são razões acrescidas para cuidar da saúde da sua boca.



Boca sã para uma vida melhor


A higiene oral diária é o primeiro dos cuidados. Escove os dentes, pelo menos 3 vezes por dia, com uma escova macia, e use escovilhões ou fio dentário para lavar os espaços entre os dentes.


Em caso de dificuldade na mobilidade das mãos, opte por uma escova eléctrica.


Prefira um dentífrico e uma solução para bochechar com flúor, para prevenir placa bacteriana e cáries. Os "desinfectantes" não devem ser usados indiscriminadamente pois podem diminuir o número de bactérias benéficas na boca. Se sentir a boca seca, recorra a substitutos de saliva e tenha cuidado com alimentos ricos em açúcar.



E com o uso de Próteses


As próteses removíveis, sejam parciais ou totais, devem merecer cuidados especiais. Antes de mais na adaptação durante os primeiros dias:


› Opte por alimentos moles, em pequenos pedaços e facilmente mastigáveis (como por exemplo sopas, carne picada, peixe, iogurte, queijo, gelatina)


› Faça pequenas refeições, várias vezes ao dia


› Mastigue bem e devagar antes de engolir


› Leia em voz alta, pronunciando as palavras mais difíceis devagar e com clareza


› Se a prótese estiver a magoar ou notar inflamação, não insista na sua utilização. Consulte um médico dentista › A adaptação à protese requer tempo. Seja paciente


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Do mau hálito às cáries, passando pela sensibilidade ao frio e ao calor, são muitas as consequências de uma deficiente higiene oral. Dos dentes deve cuidar-se ao longo de toda a vida, desde a mais tenra idade até às idades mais avançadas. A higiene oral é um elemento fundamental na manutenção de um bom estado geral de saúde, mas é igualmente um fator importante no relacionamento social, pois um sorriso bonito faz toda a diferença quando nos apresentamos a alguém.

Para conservar o melhor dos sorrisos, a higiene oral deve ser uma prática diária. Passa por manter os dentes limpos e sem restos alimentares, por manter as gengivas saudáveis, com o seu tom rosa pálido natural e sem que sangrem ou doam, e ainda por libertar um hálito o mais neutro possível.

A escova de dentes, um dentífrico com flúor e o fio dentário são os melhores amigos dos dentes, na medida em que o seu uso diário permite prevenir muitas das ameaças à saúde oral.



CÁRIES, UMA AMEAÇA CONSTANTE

Um dos maiores inimigos dos dentes são as cáries. As cáries formam-se quando a placa bacteriana permanece persistentemente, entre escovagens, em zonas de difícil acesso nos nossos dentes. Estas bactérias convertem os açúcares ou hidratos de carbono presentes nos alimentos e nas bebidas que consumimos em ácidos orgânicos. Estes ácidos dissolvem os minerais da superfície do dente e danificam o esmalte, o que, sem o cuidado adequado, pode levar ao aparecimento de cáries.

O flúor constitui atualmente uma das principais “armas” contra a cárie dentária, assim se explicando a vasta oferta de dentífricos com este constituinte. O seu uso diário é fundamental para manter uma boca sã, na medida em que reduz a desmineralização dos dentes, potencia o processo de remineralização e inibe a ação da placa bacteriana.

E como atua o flúor em defesa dos nossos dentes? Fácil, quando ingerimos alimentos com açúcar, por exemplo, a placa bacteriana metaboliza o açúcar, libertando ácidos orgânicos; é uma espécie de ataque aos dentes, durante o qual perdem minerais. Quando o efeito do açúcar se desvanece, o organismo tenta repor os minerais perdidos e é então que actua o flúor presente na boca. Se a reação do flúor não for suficientemente rápida e eficaz, abre caminho a uma cárie, na medida em que o dente não recupera a sua resistência.

Para construir uma forte barreira antiácidos é preciso abastecer diariamente a boca com flúor. O que se consegue usando um dentífrico enriquecido com este mineral e, se necessário, recorrendo a bochechos de soluções à base de flúor.



PARA UMA BOCA E DENTES SAUDÁVEIS

>Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia e usar fio dentário diariamente;

>Fazer uma dieta equilibrada e evitar alimentos ricos em hidratos de carbono entre refeições;

>Usar produtos dentários que contenham flúor, incluindo a pasta dentífrica;

>Bochechar com um elixir fluoretado.





Uma das principais causas da halitose é a acumulação de bactérias na boca, muitas vezes caracterizada por uma camada branca que se forma no fundo da língua. Uma eficaz limpeza da língua, além da escovagem dos dentes após cada refeição (sem esquecer de utilizar também o fio dentário), é fundamental para prevenir o mau hálito.

O jejum prolongado também pode promover alterações no seu hálito, devido ao baixo nível de açúcar no sangue.

Problemas digestivos, o stress ou a ansiedade são outros dos fatores que podem originar mau hálito.



CONDICIONAR O DIA-A-DIA

Sabia que o mau hálito pode mesmo gerar problemas ao nível da interação social? Quem sofre de halitose sente-se muitas vezes desconfortável ao falar em público, pode ter tendência para colocar discretamente a mão na frente da boca quando fala, para manter uma maior distância interpessoal.

Se sofrer deste problema, não tenha vergonha. Existem no mercado várias soluções que o podem ajudar. Aconselhe-se com o seu médico ou farmacêutico para encontrar a verdadeira causa da sua halitose e o tratamento mais aconselhado.



4 DICAS PARA PREVENIR O MAU HÁLITO

›› Mantenha uma boa higiene oral, com escovagem dos dentes, passagem do fio dentário e limpeza adequada da língua

›› Evite o jejum prolongado e coma de quatro em quatro horas

›› Evite a ingestão de álcool e café. Os hábitos tabágicos também podem favorecer a halitose 

›› Beba pelo menos 1,5 litros de água diariamente





São vários os factores que podem provocar esta condição, nomeadamente a recessão gengival. Ou seja, as gengivas recuam deixando desprotegida a superfície do dente junto às gengivas, a dentina. Os milhares de pequenos canais que existem na dentina conduzem estímulos nervosos, provocando dor. Estes estímulos podem ser desencadeados por calor, frio, pressão, entre outros.

Este é um problema que não deve ser ignorado e pode conduzir a outras doenças de saúde oral. A situação pode tornar-se ainda mais grave se, para evitar a dor, a lavagem dos doentes passar a ser feita de forma deficiente, tornando a boca mais vulnerável à cárie dentária e às doenças gengivais. Deve por isso consultar um dentista e optar por tratamentos, escovas de dentes e dentífricos próprios para a sensibilidade dentária disponíveis na sua farmácia.



UMA DOR QUE SE PODE CONTROLAR

A sensibilidade dentária é uma condição que pode ser controlada e tratada com sucesso desde que siga todas as recomendações prescritas pelo seu dentista, como por exemplo a escovagem com uma escova macia de filamentos arredondados e com uma pasta dentífrica não abrasiva com flúor. Tenha cuidado em escovar correctamente ou pode causar desgaste nos seus dentes, tornando-os sensíveis. Uma escovagem excessivamente forte, o desgaste causado por uma prótese removível ou pela colocação de brackets também podem conduzir à abrasão (desgaste da superfície dentária).



OS MANDAMENTOS PARA CONTROLAR A SENSIBILIDADE DENTÁRIA

> Escovar os dentes com uma pasta de dentes formulada especialmente para dentes sensíveis, pelo menos 2 vezes por dia

> Utilizar uma escova suave, de modo a não magoar os dentes nem as gengivas, que deverá trocar de 3 em 3 meses

> Antes da escovagem, utilizar fio dentário para completar a limpeza entre os dentes.

> Após a escovagem, utilizar um elixir formulado especialmente para o alívio da sensibilidade.

Estes passos deverão ser complementados com a regular visita a um dentista ou higienista oral, de forma a detectar precocemente problemas orais.





É por isso que se diz que há duas fases na doença das gengivas: a gengivite, entendida como a fase inicial e reversível da doença das gengivas, que se manifesta por uma inflamação das gengivas provocada pelo crescimento da placa bacteriana na zona entre o dente e a gengiva; e a periodontite, fase irreversível da doença, quando o osso e as fibras de suporte que mantêm os dentes no seu lugar foram irremediavelmente afectados.


Um tratamento dentário adequado e um cuidado melhorado da higiene oral podem prevenir a progressão da doença. Acresce dizer que uma escovagem incorrecta pode permitir a formação da placa bacteriana. Esta placa é uma película constituída por bactérias e seus produtos, que se forma constantemente sobre os dentes e gengivas.


Ao princípio esta película assume uma consistência mole, facilmente removível pela escovagem cuidadosa dos dentes, mas quando não é removida vai mineralizar e então designa-se por tártaro. Embora a causa principal da gengivite seja a placa bacteriana, outros factores podem agravar ou predispor para a inflamação, nomeadamente a gravidez, a puberdade e os medicamentos contraceptivos (a gengivite da gravidez, devido principalmente a alterações hormonais, é um agravamento de uma gengivite ligeira).


Os sintomas da gengivite podem incluir: gengivas avermelhadas; gengivas inchadas; gengivas que sangram durante a escovagem, a mastigação ou uso do fio dentário; mau hálito e mau sabor na boca; gengivas sensíveis e igualmente indolores ao toque; feridas na boca. Resta dizer que as gengivas saudáveis são firmes e de cor rosa pálido. Se as gengivas estão inchadas e sangram facilmente, podemos estar perante uma gengivite.


Chegou a hora de tomar medidas para melhorar a sua higiene oral podendo contar, para tal, com ajuda do seu farmacêutico.


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Dificilmente evoluem para situações graves, mas quando surgem são dolorosas. As aftas são úlceras que expõem o tecido conjuntivo, rico em vasos sanguíneos e em terminais nervosos.


Uma vez que a causa é muitas vezes desconhecida, poderá não ser fácil impedir o aparecimento das aftas... Mas é possível gerir alguns factores associados ao seu aparecimento ou agravamento, para tal, é necessário conhecer alguns dos agentes causadores, como sejam alguns alimentos, nomeadamente, frutas cítricas, chocolate, café, queijo, alimentos condimentados, bem como outros factores como o stress, a ansiedade, a deficiência de vitamina B12, ácido fólico e ferro, e o traumatismo na mucosa oral, causado pela escovagem excessiva ou pela mastigação de alimentos duros. De salientar que o que provoca a afta numa pessoa pode ser inofensivo noutra pessoa, e que as aftas não são contagiosas.


No início, é uma pequena mancha vermelha e o incómodo, quando existe, insignificante. Mas a úlcera aumenta, forma-se uma auréola e a lesão adquire então um tom esbranquiçado, no centro, envolvida por uma linha avermelhada.


Em pessoas imunologicamente deprimidas na sequência de um pós-operatório prolongado e desgastante, observa-se o aparecimento de áreas ulceradas na boca, o mesmo podendo acontecer devido a traumatismos associados ao uso incorrecto de aparelhos de ortodôncia. Do mesmo modo, são de equacionar aspectos hereditários, parecendo existir um traço familiar, já que filhos de pais portadores de aftas apresentam uma probabilidade maior de desenvolver as pequenas úlceras bucais.


 


Vão... mas voltam


Em geral, as aftas desaparecem espontaneamente ao fim de oito a quinze dias, embora sejam frequentes as recidivas.


Contudo, dado o incómodo que causam, dificilmente se aguenta tanto tempo um "incêndio" na boca.


Uma das formas de contrariar o desconforto causado pela úlcera é bochechar com uma solução anti-séptica várias vezes ao dia, desinfectando a boca e evitando complicações e aplicar um analgésico, sob a forma de gel fresco, ou também disponível como elixir ou pastilhas, por forma a aliviar a dor. Neste caso, deve fazer-se uma pausa de dez a quinze minutos antes de ingerir qualquer alimento, dando ao produto tempo para actuar. E por falar em alimentos, por eles passa também a solução. Se a afta já estiver instalada, são de preferir os produtos mais suaves e de evitar os picantes, que estimulam a dor. Para não aumentar as lesões, convirá mastigar devagar.


Quem tem predisposição para a formação destas lesões, beneficia da utilização diária de um elixir anti-séptico e de uma alimentação equilibrada, evitandoa carência de vitaminas, sais minerais e outros nutrientes.





O sorriso ganha outro brilho com dentes saudáveis, brancos como a neve, sem sombra de cárie e com um hálito fresco. Conquistar esse brilho nem sequer é uma missão difícil, estando ao alcance de quem segue uma cuidadosa higiene oral. E este é um hábito que se deve criar desde tenra idade: dentes sempre limpos, gengivas rosadas e sem odores desagradáveis.


Escova, dentífrico e fio dentário são condição necessária para prevenir problemas futuros e despesas acrescidas. Os dentes devem ser lavados duas vezes por dia, no mínimo, sendo uma delas antes de deitar, e o fio dentário é eficaz para retirar restos alimentares, que podem favorecer o desenvolvimento de bactérias com o consequente aparecimento de cáries. As bactérias transformam os açúcares em ácidos, minando o esmalte e alastrando até à polpa, originando as cáries.


 


De pequenino…


Cuidar dos dentes é sinónimo de saúde e bem--estar. Até na relação com os outros. Por isso, desde pequenino se deve zelar pela saúde dentária.


Os primeiros dentes rompem por volta dos seis meses e devem logo ser limpos, mesmo que a alimentação seja ainda pouco diversificada.


Basta recorrer a uma gazemida, evoluindo progressivamente para a escova, evitando que o bebé adormeça com o biberão, pois o açúcar do leite deposita-se em volta dos dentes, aumentado a probabilidade de desenvolver uma cárie. São as chamadas “cáries de biberão”, e para as evitar, convém dar um pouco de água ao bebé, no biberão antes de ele dormir, ou não voltar a dar-lhe leite depois de escovar os dentes à noite.


A cárie está associada à destruição do esmalte (a camada externa dos dentes), que é desencadeada pela desmineralização provocada pela acidificação.


Esta depende de vários factores como sejam o tipo de saliva, a qualidade do esmalte, a alimentação estando também muito dependente de uma boa higiene oral, sendo, assim, variável de pessoa para pessoa.


A placa bacteriana é comum a todas as bocas, sendo formada por bactérias e substâncias resultantes da acção destas sobre os resíduos alimentares.


Inicialmente mole e transparente, quando não removida na altura devida, a placa dentária mineraliza, dando origem ao tártaro. Quando o dente é atingido em profundidade causa dor e uma inevitável ida ao dentista. Por isso é tão importante uma higienização regular no dentista – e, nunca por nunca, esperar pela dor.


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Muitas vezes, os maxilares não têm espaço suficiente para acomodar a erupção tardia dos dentes do siso. Essa é uma das razões pela qual eles causam mais problemas que os outros dentes. Calcula-se que 9 de cada 10 pessoas apresenta, pelo menos, 1 dente do siso com problemas de erupção.

Algumas pessoas não têm qualquer dente do siso ou têm menos de 4.

Os dentes inclusos mais comuns são os sisos, seguidos pelos caninos superiores e pelos pré-molares inferiores.

A maioria dos problemas com dentes de siso acontece em jovens entre as idades de 18 e 25 anos. Depois dos 30 anos poucos sisos dão problemas que exijam a sua remoção.


O que é um dente incluso?


Um dente incluso é aquele que, mesmo tendo completado o seu desenvolvimento, não fez a sua erupção na época normal, encontrando-se total ou parcialmente envolvido por tecido ósseo e gengival. Pode designar-se também por dente retido. O dente incluso que não irrompeu em virtude de ter havido obstrução por outro dente ou estrutura anómala intra-óssea designa-se de dente impactado. No entanto, a impactação é só mais uma forma de inclusão.


Extrair ou manter os sisos?


Não deve existir controvérsia relativamente a esta questão. Não existe nenhuma justificação para a extracção indiscriminada dos dentes do siso. Os sisos que são saudáveis e normalmente posicionados não causam problemas.

Geralmente os dentes que permanecem inclusos, intra-ósseos, numa posição normal, é improvável que causem problemas. Porém, se estes dentes estiverem numa posição anormal, o potencial para causar dano deverá ser avaliado.

A sua extracção deverá apoiar-se em razões objectivas de cariz clínico:


- Infecção pericoronária

Por vezes o siso ultrapassa, total ou parcialmente, o nível ósseo de erupção mas não é capaz de irromper, totalmente, através da mucosa. Cria-se um espaço entre a mucosa de revestimento e a coroa dentária que iniciou mas não completou a erupção, onde se acumulam restos alimentares e proliferam bactérias, produzindo uma infecção purulenta local latente e persistente (pericoronarite).

Daí poderá resultar mau-hálito (halitose), dores com irradiação para o ouvido ou articulação têmporo-mandibular, inchaço, descargas purulentas e, muitas vezes, limitação na abertura da boca (trismus).

A infecção pode propagar-se e envolver os tecidos moles da face e do pescoço, podendo ocorrer uma situação grave que necessite de internamento e cuidados de urgência.

É muito importante ter em conta que, uma vez ocorrido o primeiro episódio, os subsequentes tornar-se-ão mais frequentes e sérios.


- Formação de um quisto

Um quisto odontogénico pode desenvolver-se a partir do tecido epitelial que envolve a coroa de um dente não erupcionado (saco pericoronário).

Estes quistos, de conhecida agressividade e potencial de destruição óssea são, durante anos, assintomáticos, causando expansão da mandíbula, deslocamento ou dano dos dentes adjacentes e invasão de estruturas vizinhas. A mandíbula pode chegar a fracturar espontaneamente. Os doentes surpreendem-se de como é possível, durante tanto tempo, não terem tido qualquer sintoma de alarme.

A remoção do dente e do quisto é necessária para impedir a contínua destruição centrífuga. É possível que tumores possam desenvolver-se a partir destes quistos.


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