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Saúde Oral: Sorria sem medo

18 Fevereiro, 2009 0

«A cavidade oral é muito importante como espelho do nosso estado de saúde», refere o Prof. Francisco Salvado, médico especialista em Estomatologia do Hospital de Santa Maria e regente da Cadeira de Cirurgia Oral no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz.

De entre os vários problemas que podemos enfrentar há um que se encontra em clara maioria. Segundo o especialista, «cerca de 90% da população é ou foi afectada pela cárie dentária».

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Mas, para além da cárie dentária, outras afecções são também muito frequentes: as doenças das gengivas, as lesões das mucosas, como as aftas, e, finalmente, o cancro oral. Todos os anos surgem cerca de 1000 novos casos de cancro oral, principalmente em fumadores e alcoólicos, de tal modo que «um grande fumador e consumidor de bebidas alcoólicas tem uma forte probabilidade de desenvolver cancro oral».

Algumas doenças sistémicas podem apresentar manifestações orais, isto é, doenças que não são conhecidas com doenças orais, mas que se manifestam na cavidade oral, como a diabetes, algumas doenças reumatismais e problemas infecciosos ou do sistema imunológico, como os sarcomas de Karposi em seropositivos.

Embora algumas destas doenças possam ser ultrapassadas com tratamentos mais ou menos agressivos, o importante é apostar na prevenção. Uma cárie pode levar à perda de um ou mais dentes, uma afta ou uma pequena úlcera pode ser o início de um tumor e um cancro oral pode levar a uma intervenção cirúrgica com consequências bastante mutilantes, como a remoção da língua ou da faringe.

«A prevenção não é só higiene oral. Infelizmente, relaciona-se muitas vezes a prevenção somente com o acto de “limpar” os dentes. Também se faz prevenção ensinando a auto observação da boca. Tal como se faz a prevenção do cancro da mama através da auto-avaliação (a própria mulher participa na prevenção observando e palpando o órgão mamário), também se deve fazer prevenção observando a boca. Analisar a cavidade oral não é apenas avaliar o estado dentário. É ir, para além disso, inspeccionando as gengivas, a língua e toda a mucosa da boca» sustenta o médico.

A observação deve ser uma constante. Há certas manifestações que desaparecem por si. Nem todas têm uma justificação plausível, como as aftas que, na sua maioria, são de génese desconhecida.

«As úlceras e certas lesões esbranquiçadas devem desaparecer ao fim de uns quinze dias a um mês. Podem acontecer algumas excepções quer nos prazos, quer na frequência, mas, se após estes prazos essas manifestações ainda subsistirem, é aconselhável ir ao médico, pois, podem indicar manifestações de doenças sistémicas ou ser o início de algo mais grave.

Não efectuar uma auto-avaliação oral e não frequentar periodicamente o dentista é criar as condições para tratamentos muito agressivos e complexos», refere Francisco Salvado.

 

Reabilitação oral

O tratamento das doenças da boca não está completo sem haver uma correcta reabilitação oral. Segundo o médico estomatologista, «reabilitação oral é o acto de colocar a boca normal, como ela devia ser. Com uma relação adequada entre os dentes, de modo a que o doente fale bem, mastigue bem, degluta bem e se sinta bem com a sua boca».

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