Saúde Oral: Sorria sem medo
Dentro do mundo da reabilitação oral, há uma panóplia de respostas que permitem, na grande maioria dos casos, superar a deficiência que o paciente apresenta, permitindo ainda, no final, uma resposta personalizada. Placas dentárias, pontes fixas, implantes, aparelhos de ortodôncia e várias formas de branqueamento são as soluções que se apresentam.
A imagem que temos de uma dentadura dentro de um copo com água é ainda frequente no nosso País. São as próteses removíveis, conhecidas como “placas”, que «até podem ser adequadas e funcionarem muito bem, requerendo, no entanto, alguns cuidados nomeadamente uma higienização adequada e, nos casos de desdentados parciais, uma atenção aumentada aos dentes presentes. Não esqueçamos que se trata de próteses removíveis e, portanto, podem tornar-se desagradáveis, transmitindo insegurança aos seus portadores».
No mesmo campo, mas um pouco mais avançado, temos as próteses fixas, que estamos habituados a reconhecer pelo nome de «pontes e coroas». Neste tipo de intervenção, o que acontece é que os dentes existentes são utilizados como suporte para a prótese, como se de os pilares de uma ponte se tratasse. Apenas o médico tem a capacidade de colocar e retirar a prótese. Podem ser utilizadas para suprimir a falta de apenas um dente ou de vários. Necessitam, no entanto, da presença de dentes na arcada dentária.
O futuro passa pelos implantes
O implante propriamente dito é uma raiz artificial e que como tal terá de ser colocado no interior do osso. Os implantes são de titânio que é um metal que não provoca reacções alérgicas. A adaptação e integração do implante no osso permite que se coloque sobre ele uma coroa que é a parte visível do dente.
[Continua na página seguinte]
«Para mim, o futuro da reabilitação oral passa pelos implantes. Os outros métodos tenderão a ser cada vez menos utilizados. A substituição de dentes através de pontes tenderá a acabar não só pela sua menor duração, mas, porque implicam o desgaste dos dentes vizinhos. A substituição de um dente pode levar à lesão de dentes vizinhos. Por outro lado, o conforto da reabilitação com implantes é, sem dúvida, melhor que o que é conseguido pela reabilitação com pontes», defende Francisco Salvado.
Embora a função seja o objectivo a atingir, muitas vezes os doentes preferem a estética, sacrificando alguma da função. Nesse caso, caberá ao médico proceder ao esclarecimento do que é melhor para o doente.
«Ética e deontologicamente, um médico deve proceder correctamente e não colocar algo que ache ser adequado, só porque o paciente quer. Os dentistas devem seguir os princípios gerais da Medicina. Se um doente entrar no hospital e disser que quer fazer um transplante de coração, o médico não o vai fazer porque o paciente quer. Então, porque é que nesta especialidade o procedimento pode ser diferente? Deve haver uma conjugação da estética e da função e, quando a estética é a preferida pelo doente, cumpre ao médico informar o doente das consequências dessa sua preferência. Sobretudo informando das consequências a longo prazo da má função», esclarece o especialista.

