Saúde Oral: Sorria sem medo
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A primeira questão que convém salvaguardar prende-se com a individualidade de cada situação. Ninguém melhor do que um profissional de saúde, que poderá fazer uma análise mais concreta de cada situação, para aconselhar este ou aquele produto.
No entanto, há certas particularidades que se podem ter em conta e que poderão permitir uma escolha mais acertada. Segundo o médico-dentista, «as escovas devem sempre ser macias para não ferirem as gengivas. As pessoas podem pensar que por escolherem uma escova mais dura isso vai implicar uma maior limpeza porque esfregam os dentes com mais força, mas só vai fazer com que se agridam as gengivas, o que poderá causar outros problemas. O que é macio ou duro é que pode ser complicado de definir. O ideal é escolher sempre macio e, se conseguirem, ver a diferença entre as respectivas marcas. Elas devem ter as escovas inclinadas e cruzadas para conseguirem entrar melhor nas saliências dos dentes, tendo uma parte central mais direita que vai permitir uma maior cobertura da parte mais visível dos dentes».
Relativamente às diferenças entre escovas eléctricas e escovas “normais”, as primeiras só ganham vantagem se forem utilizadas para escovar os dentes de outras pessoas, isto é, dos filhos ou de pessoas acamadas. Caso contrário, se for para uso próprio, não há grande vantagem, pois, o importante é o escovar de forma correcta.
As pastas dentífricas e o uso de fio dental
Um outro campo onde há uma grande panóplia de possibilidade de escolha é o das pastas dentífricas. Se já as marcas são dezenas, as várias ofertas dentro das marcas complicam ainda mais a selecção.
«A grande vantagem das pastas é que existem pastas específicas para problemas específicos. É uma questão de as pessoas verem se têm algum problema, falarem com o dentista e escolherem a pasta que mais se adequa à sua situação. A única coisa que devem evitar são as pastas branqueadoras, pois a grande maioria delas branqueia os dentes por abrasão, isto é, vai desbastar o esmalte, tornando os dentes mais brancos mas, simultaneamente, mais fracos», refere Pedro Santos.
Outra questão que pode levar a engano está relacionada com o local onde se adquirem os produtos de higiene oral, quer sejam escovas, pastas ou elixires. Muitas dessas opções estão relacionadas com a escolha dos próprios fabricantes em colocarem os seus produtos em farmácias ou supermercados e não necessariamente com a eficácia ou segurança de um ou outro produto.
Outros utensílios bastante eficazes na limpeza dos dentes são o fio dental, a fita dentária e o escovilhão. Segundo o especialista, «eu prefiro a fita dentária em vez do fio. É maior, logo vai cobrir uma maior área de limpeza entre os dentes. O escovilhão é também muito útil, principalmente em pessoas que já têm uma considerável distância entre os dentes, pois, permite uma limpeza eficaz nesses casos».
Prevenção e tratamento
Além das questões que estão relacionadas com a prevenção, há certas situações que requerem cuidados médicos no que respeita à Saúde Oral. Problemas hereditários, deficiente higienização, com a consequente perda de dentes, ou acidentes que podem alterar a estrutura dentária, entre muitos outros.

