Respirar: Doenças respiratórias matam mais no frio - Página 5 de 5 - Médicos de Portugal

A carregar...

Respirar: Doenças respiratórias matam mais no frio

29 Novembro, 2010 0

 

Tuberculose: A palavra que mete medo

Apesar de ser das poucas doenças respiratórias que tem cura, a ideia de tuberculose ainda está associada à mortalidade que se registava noutros tempos. É por isso mal recebida por quem a tem. A doença está a diminuir em Portugal, mas ainda há muito a fazer.

A tuberculose ainda é vista como um ‘bicho-papão’, mas em muitos casos ter a doença pode ser uma sorte. Quem o diz é a pneumologista Maria da Conceição Gomes, presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR), que lembra que os sintomas da doença podem muitas vezes ser confundidos com os de cancro do pulmão e que tratar de tuberculose é uma “sorte grande”.

O grande problema é que as pessoas continuam a associar tuberculose a uma patologia potencialmente mortífera e por isso quando confrontadas com a doença tendem a negá-la. “Eu não, doutora!”, ouve a médica muitas vezes.

“A tuberculose cura-se”, sublinha a responsável. Aliás não é por falta de tratamento que os números em Portugal – que é quinto país da Europa com mais casos, segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde – não são mais positivos. “A medicação é gratuita”, explica Maria da Conceição Gomes. “Portanto, não é por falta de dinheiro que as pessoas não se tratam”, acrescenta. O que falha então?. “O problema é a falta de informação e de trabalho junto da comunidade”, responde.

 

Um dia de cada vez

As grandes cidades portuguesas são os locais onde a prevalência da doença é maior. Apesar de haver ainda uma associação desta doença à pobreza, a tuberculose afecta todos os estratos sociais. “É óbvio que indivíduos mal nutridos, com problemas de alcoolismo ou com outras doenças crónicas estão mais susceptíveis”, defende.

A patologia aumenta com o Inverno onde as infecções respiratórias são mais frequentes. Por isso, é também nesta altura que os cuidados devem ser redobrados. Casas arejadas e limpas, pôr a mão na boca quando se tosse, atenção à higiene são algumas regras de ouro para evitar novos contágios. Este é precisamente um ponto onde a ANTDR muito insiste. “A associação está muito empenhada em informar, formar, fazer rastreios”, elucida a presidente. A medicina familiar também desempenha um papel chave. “O médico de família é o técnico que está habitualmente com a família e tem o papel de detectar, influenciar e reencaminhar as pessoas para os Centros de Diagnóstico Pneumológico”, desvenda.

Contas feitas, no último ano surgiram mais de 2500 novos casos. È uma diminuição que está, contudo, longe do cenário ideal. Maria Conceição Gomes não quer estabelecer metas. “O objectivo é ir acabando progressivamente com novos casos”, conclui.

Jornal do Centro de Saúde

www.jornaldocentrodesaude.pt

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.