O cérebro também come?
O desenvolvimento cognitivo beneficia também de sais minerais como o sódio, o potássio e o cálcio (que facilitam a transmissão de mensagens e o raciocínio) e ainda o magnésio e o manganésio (que dão energia ao cérebro). O selénio e o zinco são também úteis, pois possuem efeito antioxidante, o mesmo acontecendo com as vitaminas A, C e E: são todos nutrientes que ajudam a prevenir o envelhecimento celular e contribuem para a vascularização do sistema nervoso.
Entre as vitaminas são também fulcrais as do complexo B (sobretudo o ácido fólico), pois melhoram a comunicação entre as células e a performance cognitiva.
A saúde cerebral passa também pelo consumo de proteínas e hidratos de carbono. Existentes na carne, peixe e queijo, entre outros, as proteínas são os nutrientes construtores, entrando na constituição de nervos, tecidos e órgãos, incluindo o coração e o cérebro.
São, além disso, usadas para fabricar os neurotransmissores, influenciando o desempenho mental. Já os hidratos de carbono interagem com a serotonina, com os seus efeitos a reflectirem-se positivamente no humor e bem-estar. Frutas, vegetais e cereais são as melhores fontes deste nutriente.
Água e oxigénio também
É a água, enquanto principal constituinte do sangue (mais de 80 por cento), que transporta os nutrientes aos tecidos e elimina as toxinas do organismo. E, como qualquer outro órgão, o cérebro precisa de ser hidratado para que todo o circuito de comunicação funcione adequadamente. Do grau de hidratação cerebral depende, por exemplo, o nível de alerta mental e concentração. Mais uma boa razão para beber os recomendados dois litros (oito copos) por dia.
Vital para as funções cognitivas é também o oxigénio. É a sua “fuga” do cérebro para o estômago que explica que nos sintamos moles após uma refeição mais abundante: nessa altura em que boa parte da circulação corporal é chamada a intervir na digestão, o normal é que a capacidade de alerta diminua.
Daí a recomendação de fazer pequenas refeições e de não transformar o jantar na principal refeição do dia.
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Em tempo de exames
Uma alimentação equilibrada é essencial em todas as idades. Não apenas para a saúde física, mas também para a saúde mental e o desenvolvimento cognitivo. Memória, raciocínio e concentração são capacidades que beneficiam da ingestão dos nutrientes correctos.
Uma regra a ter em conta todo o ano, mas muito particularmente agora que se aproxima a época de exames: os estudantes são sujeitos a um esforço mental superior, pelo que, mais do que nunca, devem alimentar-se correctamente. Ácidos gordos, vitaminas e sais minerais constituem um trio de ouro, complementado com as proteínas e os hidratos de carbono mais saudáveis. E sem esquecer a água. O exercício também é importante para oxigenar o cérebro. Tal como dormir o suficiente: as “directas” têm resultados muito efémeros, mesmo em termos de aprendizagem.
Para uma memória de elefante
Saiba o que comer para estimular a memória e a concentração:

