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Alimentos superprotectores

26 Junho, 2009 0

Imagine uma maçã. Com o tempo de exposição ao ar, a pele da fruta vai ficando enrugada e oxida. O mesmo acontece com as células do organismo humano, quando sujeitas às agressões diárias, nomeadamente ao fumo do tabaco, a produtos químicos e à poluição ambiental. Mas, através de uma alimentação variada e equilibrada, é possível contrariar o processo de envelhecimento com a ajuda dos antioxidantes.

O organismo humano está diariamente exposto a várias ameaças, que, com o tempo, vão provocando um envelhecimento celular. O stresse oxidativo, o fumo do tabaco e a poluição ambiental são factores que favorecem a formação de radicais livres. Os antioxidantes, presentes em diversos alimentos, conseguem proteger as células destas agressões do dia-a-dia. Conheça os poderes destes compostos naturais e esclareça todas as dúvidas sobre os “escudos protectores das células”.

“Em condições normais, o nosso sistema de defesa interno é suficiente para nos proteger. Contudo, em muitas situações a produção de radicais livres é superior ao normal, o que deixa o indivíduo vulnerável. Por esta razão, deverá ser acautelada a inclusão de antioxidantes na dieta, através do consumo de frutas e vegetais, para que seja possível diminuir o risco do desenvolvimento de doenças associadas à acumulação de radicais livres”, sublinha Alexandra Bento, presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN).

Segundo a definição da Dr.ª Vanessa Candeias, nutricionista do Instituto de Medicina Preventiva, em Lisboa, “o termo antioxidante usa-se para denominar os compostos que exercem um efeito protector contra os radicais livres”. Sabe-se que “uma sobrecarga de radicais livres [moléculas reactivas] no organismo causa danos celulares, que podem estar na origem de diversas doenças”. Embora muitos das propriedades antioxidantes estejam em fase de estudo, a nutricionista assegura que “vários antioxidantes parecem contribuir para o reforço do sistema imunitário, da prevenção de doenças cardiovasculares e até alguns tipos de cancro” (ver caixas).

 

Actuação em várias frentes?

E até que ponto podem os antioxidantes defender o organismo? “O primeiro mecanismo de defesa contra os radicais livres é impedir a sua formação, principalmente pela inibição das reacções em cadeia com o ferro e o cobre.” Mas os antioxidantes têm outros poderes: quando obtidos através da dieta – “tais como as vitaminas C, E, e A, os flavonóides e carotenóides” – possuem a capacidade de “interceptar os radicais livres, gerados pelo metabolismo celular ou por fontes exógenas, evitando a formação de lesões e perda da integridade celular”, acrescenta a presidente da APN. Caso já haja “estragos” na célula, os antioxidantes reparam as lesões, “reconstituindo as membranas celulares danificadas”.

Para a responsável, com base na teoria proposta em 1954, e de acordo com alguns estudos epidemiológicos, “a ingestão de alimentos ricos em antioxidantes diminuem o risco de envelhecimento precoce e reduzem a ocorrência de certas doenças associados a este processo”, particularmente as “cataratas, doença de Alzheimer e outras alterações do sistema nervoso”. Em todo o caso, os antioxidantes não podem ser vistos como o “elixir da eterna juventude”, porque apenas exercem um efeito protector, mas não “ampliam o tempo de vida”.

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