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Prisão de ventre: Uma passagem mais lenta

20 Julho, 2012 0

A prisão de ventre pode acontecer a qualquer um. Na sua origem podem estar envolvidas várias causas, entre as quais uma alimentação pobre em fibras e com insuficiente ingestão de água. É, pois, por aqui que se deve começar para aliviar o problema e, sobretudo, para o prevenir.

A obstipação, mais conhecida como prisão de ventre, é uma condição comum, na maioria das vezes passageira.

De uma forma simples pode dizer-se que acontece quando há dificuldade na progressão das fezes pelo intestino grosso, quer devido a uma maior lentidão nos movimentos intestinais, quer devido ao endurecimento das próprias fezes. Esta é uma situação que pode acontecer a qualquer pessoa e que, na maioria das vezes, é temporária. Aliás, só se fala em obstipação do ponto de vista clínico quando a evacuação das fezes acontece menos de três vezes por semana e quando são secas e duras, obrigando a um esforço, por vezes doloroso, das paredes intestinais. Para ser uma condição crónica é preciso que estes sintomas estejam presentes de uma forma contínua. Entre as queixas podem incluir-se também uma sensação de bloqueio rectal, uma sensação de evacuação incompleta mesmo após uma ida à casa de banho, além da sensação, frequente, de barriga inchada.

O que acontece quando se sofre de prisão de ventre é que as fezes descem muito lentamente pelo intestino, endurecendo nesse percurso devido à continuada absorção de água. Normalmente, os resíduos da digestão são impulsionados pelos músculos intestinais, que se contraem. É no cólon (intestino grosso) que ocorre a maior parte da absorção de água e do sal dos alimentos.

Ora quando a alimentação não é abundante em fibras e em água e/ou quando as contracções musculares são demasiado lentas e fracas, há uma contínua absorção de água, o que endurece e seca as fezes, passando pelo cólon mais devagar. Está então aberto o caminho para a obstipação.

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Líquidos e fibras

Na origem deste problema podem estar vários factores, desde logo uma ingestão insuficiente de líquidos e de alimentos que contêm fibras. Mas também é possível que a prisão de ventre seja consequência de se ignorar e adiar a vontade de ir à casa de banho, o que faz com que as fezes permaneçam demasiado tempo no intestino e vão secando. O sedentarismo é outra das causas comuns: a actividade física estimula o bom funcionamento do organismo e os músculos intestinais também beneficiam. Há outras situações que também podem afectar o trânsito intestinal – é o caso da gravidez, do envelhecimento e das viagens.

O mesmo acontece com algumas doenças, nomeadamente quando obrigam o doente a estar acamado (com grandes períodos de imobilidade).

Na lista de causas possíveis da prisão de ventre está também a insuficiência de sais minerais devido, por exemplo, a vómitos e diarreia. E ainda a toma de determinados medicamentos, como alguns usados no tratamento da doença de Parkinson, da hipertensão arterial e da depressão. Mas o uso excessivo ou incorrecto de laxantes, os fármacos usados para tratar a obstipação, também contribui para o problema: parece uma contradição, mas a verdade é que o organismo se habitua e perde a capacidade natural dos movimentos intestinais.

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