Prisão de ventre: Uma passagem mais lenta
Na maioria dos casos a prisão de ventre resolve-se com a introdução de alterações simples ao estilo de vida. E neste sentido é fundamental aumentar a quantidade de fibras presente na alimentação – 20 a 35 gramas por dia pode ser suficiente. Para garantir uma ingestão suficiente de fibras deve optar pelos alimentos amigos dos intestinos, é o caso dos cereais integrais, das frutas e dos legumes frescos. Aumentar a ingestão de líquidos também é essencial – a água deve fazer parte do quotidiano, podendo ser complementada com outras bebidas, como chás ou infusões.
É igualmente útil incrementar o exercício físico, não necessariamente fazendo desporto, mas praticando alguma actividade que “faça mexer”. É bom para o corpo e para a mente, de uma forma geral, e para os intestinos também, na medida em que estimula os movimentos musculares.
Finalmente, há que reservar tempo para as idas à casa de banho: há que reconhecer a sensação de “intestinos cheios” e não adiar a vontade de evacuar, em nome de uma tarefa que é preciso acabar ou de qualquer outra justificação.
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Há situações em que pode ser necessário recorrer a medicamentos.
Existem várias alternativas: estimulantes, lubrificantes, amolecedores, osmóticos e laxantes. Cada um actua de forma diferente e por isso são indicados em diferentes situações, mas não devem ser tomados por iniciativa própria, carecendo do conselho de um profissional de saúde. Mesmo que sejam medicamentos sem receita médica obrigatória, só devem ser tomados com aconselhamento do farmacêutico, que avalia cada situação individualmente.
Os suplementos de fibra também são úteis nestas circunstâncias, quer para ultrapassar a situação, quer para a prevenir. Mas sempre com uma ingestão suficiente de líquidos e com conselho profissional, que pode identificar contra-indicações ou risco de interacção com outros medicamentos e produtos de saúde.
Habitualmente, com a ajuda de mudanças no estilo de vida e, quando necessário, de medicamentos aconselhados por um profissional de saúde, a prisão de ventre melhora e até desaparece.
Mas, se persistir, é conveniente consultar o médico, pois pode estar associada a uma condição de saúde mais séria, que deve ser identificada e tratada.
Para intestinos mais activos
Quando a saúde está em causa a prevenção é a palavra de ordem. O que, no caso da prisão de ventre, passa por:
• Aumentar a ingestão de fibras;
• Beber mais líquidos;
• Praticar actividade física regularmente;
• Respeitar o ritmo do organismo.
A obstipação, mais conhecida como prisão de ventre, é uma condição comum, na maioria das vezes passageira.
De uma forma simples pode dizer-se que acontece quando há dificuldade na progressão das fezes pelo intestino grosso, quer devido a uma maior lentidão nos movimentos intestinais, quer devido ao endurecimento das próprias fezes. Esta é uma situação que pode acontecer a qualquer pessoa e que, na maioria das vezes, é temporária. Aliás, só se fala em obstipação do ponto de vista clínico quando a evacuação das fezes acontece menos de três vezes por semana e quando são secas e duras, obrigando a um esforço, por vezes doloroso, das paredes intestinais. Para ser uma condição crónica é preciso que estes sintomas estejam presentes de uma forma contínua. Entre as queixas podem incluir-se também uma sensação de bloqueio rectal, uma sensação de evacuação incompleta mesmo após uma ida à casa de banho, além da sensação, frequente, de barriga inchada.

