Hidratar a saúde - Médicos de Portugal

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Quando o calor aperta, não há que enganar: é preciso aumentar a ingestão de líquidos para prevenir o risco de desidratação. Por isso, este Verão, faça da água o melhor amigo da sua saúde.

A água é essencial à vida. Esta é uma frase familiar a todos nós, mas a que talvez nem sempre se dê a devida atenção. Mas a verdade é que a água é mesmo vital. Constitui cerca de dois terços do nosso peso, distribuindo-se entre o interior das células e o espaço que as rodeia. No sangue concentra-se uma pequena percentagem do total de água corporal, proveniente das células do sangue e do plasma – constitui uma pequena percentagem do total da água do nosso corpo, mas esta quantidade deve manter-se constante. A restante água, que está distribuída pelo organismo, funciona como um “reservatório”.

No seu todo a água é responsável por funções essenciais tais como o transporte de nutrientes, a excreção de metabolitos, como solvente de reacções orgânicas, a regulação da temperatura, entre muitas outras. É pelo sistema digestivo que a água entra no organismo, dele saindo através do sistema excretor, sob a forma de urina, fezes, mas também pela pele e pelos pulmões, como resultado da transpiração e da respiração, respectivamente.

Num dia, perdem-se vários litros de água, sendo que a sudação intensa (em consequência do calor ou de um esforço maior) ou perturbações digestivas como a diarreia e os vómitos persistentes podem aumentar a quantidade de água que se elimina. O importante é que haja equilíbrio. Uma pessoa saudável, em que os rins funcionem normalmente, deve ingerir entre litro e meio a dois litros de líquidos por dia (de preferência água), de modo a garantir que não há défice de líquidos. É que a água, além de fonte de sais minerais é também responsável pela regulação do seu equilíbrio no organismo: e quando se bebe o suficiente está-se a garantir também que a concentração de sais no organismo é a adequada. Quando há excesso de sais, os rins retêm água a mais, de modo a dilui-los, e em consequência há uma menor produção de urina e uma maior sensação de sede.

Já quando os níveis de sais minerais descem, é eliminada mais água para restaurar o equilíbrio salino. Ora é este equilíbrio que fica ameaçado quando a eliminação de água pelo organismo é maior do que a quantidade ingerida.

Dá-se então um aumento da concentração de sais minerais, nomeadamente sódio, responsável pela regulação dos líquidos extracelulares e do volume de sangue. É o início da desidratação.

O alerta chega ao cérebro, que desencadeia a sensação de sede. Se forem bebidos líquidos suficientes, o equilíbrio é reposto. Caso contrário, a desidratação acentua-se. E o corpo vai “secando”: boca e olhos secos, menos urina e com uma cor mais escura que o normal, dores de cabeça, tonturas, fraqueza muscular, cansaço e, naturalmente, sede são alguns dos sintomas Quando a desidratação é grave estes sintomas acentuam-se e outros surgem: a sede torna-se intensa, a boca e as mucosas ficam extremamente secas, a urina é ainda mais escassa e escura, o suor quase inexistente, a pele parece enrugada e perde elasticidade, os olhos ficam encovados, nos bebés as fontanelas afundam-se, a pressão arterial baixa, os batimentos cardíacos aceleram-se, pode haver febre, a irritabilidade instala-se e, nos casos mais extremos, ocorrem delírios e perda de consciência.

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