Hidratar a saúde
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Sede mas não só
A desidratação acontece, muitas vezes, porque a pessoa não tem sede. E como não tem essa sensação, acaba por não ingerir líquidos com a regularidade e na quantidade devida. Há também que ter em atenção as situações em que a ingestão de líquidos deve aumentar, é o caso de ambientes de temperatura e humidade elevadas ou quando há prática de exercício físico intenso. Transpira-se mais, logo é necessário reforçar a quantidade de água ingerida para compensar a que foi perdida. Também as mulheres a amamentar devem beber mais líquidos que o habitual.
E é pela ingestão adequada de líquidos, portanto, que se contraria a desidratação. E nas situações mais ligeiras pode ser suficiente. Mas há situações, como por exemplo a diarreia ou vómitos persistentes, que podem necessitar de uma resposta adicional, nomeadamente para repor também os sais minerais: é essa a função das soluções orais de reidratação, pois contêm água e sais nas proporções adequadas, além de hidratos de carbono que facilitam a absorção intestinal. Para saber se estão indicadas na sua situação, aconselhe-se com um profissional de saúde. Em situações de desidratação grave pode ser necessária a administração intravenosa de fluidos, o que acontece em meio hospitalar.
Este é, porém, um risco que se evita com a adopção de comportamentos saudáveis que permitam manter o equilíbrio de água no organismo.
Beba (mais) água
Faça da água um amigo da sua saúde.
Este Verão, lembre-se:
• Beba água mesmo sem sede;
• Beba entre litro e meio a dois litros por dia;
• Chá, sumos naturais (tendo em atenção o teor em açúcar no caso dos doentes diabéticos) e sopas são boas fontes de água, frutos e vegetais também;
• Adeqúe a quantidade de líquidos ingeridos ao esforço físico e ao meio ambiente;
• Se tiver febre, vómitos ou diarreia, beba mais água.
A água é essencial à vida. Esta é uma frase familiar a todos nós, mas a que talvez nem sempre se dê a devida atenção. Mas a verdade é que a água é mesmo vital. Constitui cerca de dois terços do nosso peso, distribuindo-se entre o interior das células e o espaço que as rodeia. No sangue concentra-se uma pequena percentagem do total de água corporal, proveniente das células do sangue e do plasma – constitui uma pequena percentagem do total da água do nosso corpo, mas esta quantidade deve manter-se constante. A restante água, que está distribuída pelo organismo, funciona como um “reservatório”.
No seu todo a água é responsável por funções essenciais tais como o transporte de nutrientes, a excreção de metabolitos, como solvente de reacções orgânicas, a regulação da temperatura, entre muitas outras. É pelo sistema digestivo que a água entra no organismo, dele saindo através do sistema excretor, sob a forma de urina, fezes, mas também pela pele e pelos pulmões, como resultado da transpiração e da respiração, respectivamente.

