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Em nome do coração

7 Junho, 2009 0

Para a saúde cardiovascular é importante que haja equilíbrio entre ambos, pois, quer o excesso de LDL, quer a escassez de HDL aumentam o risco de doença, em especial de enfarte. É a alimentação, mais uma vez, que contribui para esse equilíbrio.

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Stress para que te quero?!

O stress faz parte da natureza humana. É mesmo inevitável e não tem apenas a ver com um estilo de vida mais agitado e consumidor de energias. É que o stress constitui uma reacção do organismo a situações de perigo. E cada pessoa possui um nível de resistência muito próprio, o que torna difícil defini-lo e medi-lo.

Quando este mecanismo entra em acção, a respiração e o ritmo cardíaco aceleram-se, mas o coração não sofre. O prejuízo acontece quando a pessoa se descontrola uma e outra vez, vivendo em permanente ansiedade e agitação.

Há então que abrandar o estilo de vida ou aprender a gerir o stress – é essa a vantagem das técnicas de relaxamento – , sob pena de o coração se queixar. Estes são factores de risco associados ao estilo de vida. São, pois, modificáveis e é sobre eles que é preciso actuar para poupar o órgão que comanda a vida. Mas há outras vulnerabilidades – é o caso da idade.

Por um lado, a idade reflecte-se directamente no coração e nos vasos sanguíneos. Estes, à medida que envelhecem, tornam-se menos flexíveis, o que atrapalha a passagem do sangue. O coração expande-se com o passar dos anos, fruto do esforço a que é sujeito ao longo da vida; mas um coração alargado é também um coração com menos elasticidade e, portanto, menos eficaz a bombear o sangue. Outra ameaça ao coração dos idosos é também o facto de, muitos deles, sofrerem de diabetes e hipertensão arterial, dois factores de risco para as doenças cardiovasculares.

Por outro lado, é um facto que os anos agravam os erros. Quando ao longo da vida se praticou uma alimentação pouco saudável, por exemplo, é natural que esses hábitos deixem marcas no organismo, nomeadamente nas artérias, dificultando a fluidez sanguínea. Quando nunca se foi um adepto do exercício é pouco provável que se abandone o sedentarismo quando se atinge a terceira idade, não obstante os benefícios da actividade física.

E, como não é possível alterar a idade, não resta alternativa a não ser modificar hábitos. Em nome do coração.

 

Em 4º lugar?

Os portugueses colocam as doenças cardiovasculares como a quarta patologia mais grave, o que revela desconhecimento sobre aquela que é a principal causa de mortalidade no nosso país. Além disso, não estão preocupados com as arritmias cardíacas, causa comum de morte súbita.

A conclusão pertence a um estudo conjunto do Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC), da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE) e da Associação Portuguesa de Portadores de Pacemakers e CDI (APPPC).

São resultados que, para os promotores deste estudo, revelam que é preciso intervir na comunidade geral. Daí a campanha “Bate, bate coração”, apadrinhada pelo fadista Carlos do Carmo, ele próprio portador de um pacemaker.

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