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Contra as alergias, respirar, respirar!

2 Maio, 2011 0

“Começa a Primavera e sinto logo comichões no nariz. E parece que estou sempre constipado! Estas alergias perseguem-me!”. Certamente que frases como estas fazem parte do seu dia-a-dia ou do quotidiano de amigos e familiares. A mudança de estação provoca um misto de sentimentos. A chegada do sol, dos dias maiores e mais convidativos são normalmente bem recebidos… Mas os sucessivos espirros que parecem não parar e os incómodos que os pólenes provocam deixam qualquer um à beira de um ataque de nervos. Nesta edição, explicamos-lhe como pode prevenir, tratar e lidar com as queixas respiratórias típicas destes meses primaveris.

O aumento da temperatura verificado com a chegada da Primavera constitui um estímulo à reprodução de plantas que se faz, na maioria dos casos, através da libertação de pólenes transportados pelo vento. Na realidade, “este pico polínico pode provocar, nos doentes com alergias aos pólenes, queixas de rinite alérgica (prurido nasal, espirros, secreção nasal aquosa, obstrução nasal), conjuntivite alérgica (prurido dos olhos, lacrimejo) e asma (episódios de falta de ar, tosse, “chiadeira” no peito) “, explica o Dr. Miguel Paiva, imunoalergologista do Hospital Dona Estefânia.

Por outro lado, o aumento da temperatura e da humidade estimulam o aumento de ácaros no pó doméstico podendo desencadear sintomas semelhantes em doentes sensibilizados a estes alergénios. Digamos que as alergias não “gostam” das mudanças repentinas de temperatura…

Na Primavera, o aumento de queixas relacionadas com alergias respiratórias, como a rinite alérgica ou a asma, é notório. Daí que as conversas típicas relacionadas com o tempo e com as queixas que chegam com a nova estação do ano não façam parte do queixume popular sendo mesmo importantes de valorizar.

 

Não ignore os sinais!

Os sintomas referidos atrás são frequentemente subvalorizados. “Particularmente, no caso da rinite alérgica, que atinge cerca de 30% da população portuguesa, é frequente o diagnóstico ser efectuado muitos anos após o início das queixas que, em muitos casos, afectam seriamente a qualidade de vida destas pessoas, implicando custos indirectos elevadíssimos (diminuição da produtividade e abstenção laboral)”, destaca Miguel Paiva. Uma vez que os tais sinais de alarme nem sempre são tidos como importantes, saiba que, “é importante procurar ajuda especializada no caso de crianças e adultos que estão sempre constipados apesar de não terem febre ou que relacionam as suas queixas com determinadas situações (por exemplo, ‘constipam-se’ mais na Primavera ou quando ‘limpam o pó’) “, sublinha Miguel Paiva.

Qualquer pessoa pode desenvolver uma doença alérgica em qualquer fase da sua vida. “No entanto, particularmente as alergias respiratórias, iniciam-se predominantemente na criança ou adulto jovem. As pessoas com pais e/ou irmãos com história de doença alérgica respiratória (rinite ou asma) têm maior probabilidade de vir a desenvolver estas patologias”, destaca o imunoalergologista.

É possível prevenir?

Esta é uma questão complexa e que a própria comunidade científica ainda não consegue esclarecer por completo. Aliás, existe neste momento muita controvérsia sobre como prevenir o aparecimento das doenças alérgicas. “O aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 4-6 meses constitui a principal medida de prevenção primária (prevenção do aparecimento de alergia), parecendo diminuir a incidência de eczema atópico e alergia respiratória nos primeiros anos de vida; também é importante evitar a exposição ao fumo de tabaco durante a gravidez e a infância”, defende Miguel Paiva.

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