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Um momento essencial ao equilíbrio da mamã e do bebé

3 Maio, 2011 0

Terminada a gravidez e ultrapassado o parto, as inquietações de qualquer mulher continuam. A preocupação com a recuperação física e emocional passa a ser permanente. A fisioterapia é uma excelente alternativa para que as mamãs esclareçam algumas dúvidas, exercitem o corpo e aprendam a amamentar e a fazer massagens ao bebé. A fisioterapeuta Fátima Sancho dá-lhe conselhos úteis para que viva em pleno a melhor fase da sua vida!

A gravidez é acompanhada por um misto de emoções. O parto é o culminar de alguma ansiedade vivida ao longo de nove meses em que se idealiza como será o bebé. Por outro lado, os primeiros dias depois do nascimento do bebé caracterizam-se geralmente por um corrupio de situações que não afectam só a mãe como também o recém-nascido. “Desde a real incapacidade de os pais decifrarem alguns dos códigos que o bebé emite, à dificuldade na amamentação, à insegurança, ao mal-estar da mãe, tudo acontece com grande intensidade especialmente nas primeiras semanas de vida de um bebé”, salienta Fátima Sancho, fisioterapeuta e presidente do Grupo de Interesse de Fisioterapia na Saúde da Mulher da Associação Portuguesa de Fisioterapeutas.

Se durante a gestação, os pais do bebé já haviam sido acompanhados em sessões de fisioterapia, é sempre mais engraçado e mais fácil a interacção se continuarem com o mesmo grupo de pais e o mesmo durante a fase do pós-parto. “Nestas primeiras semanas, o que os pais precisam é de ter alguém que lhes assegure que aquilo que eles estão a fazer está correcto e que ensine desde logo à mãe como poderá evitar os seus maus estares especialmente a nível do peito e da zona do pavimento pélvico”, defende Fátima Sancho. Irá também ser muito útil ensinar a mãe a posicionar-se o mais adequadamente enquanto está a amamentar o seu bebé não só porque as suas costas irão agradecer-lhe como também o seu filho que, se estiver bem posicionado, terá também um melhor acesso à mama, o que lhe facilitará uma melhor pega a mamar.

 

Recuperação da mulher no seu todo

Todas as mães são boas candidatas à recuperação pós-parto. “É essencial que a mãe recupere dos nove meses de gravidez e do próprio parto. Ao contrário da gravidez, o período que a mãe fica em casa após o nascimento do seu filho é um período muito solitário pois, na maioria das vezes, os amigos e a família estão a trabalhar e daí a enorme necessidade e mais-valia de a mãe se integrar num grupo onde haja outras mulheres/mães na mesma situação”, defende Fátima Sancho. Desengane-se se pensa que estas sessões significam apenas “abdominais, pesos e halteres”. Toda a recém mamã terá aqui a oportunidade de recuperar no seu todo, ao nível físico, mental e social. Fátima Sancho assegura que “quando uma mãe vem fazer a recuperação pós parto é avaliada individualmente no início e geralmente é integrada num grupo de mães e bebés com a mesma idade para que o acompanhamento seja feito de acordo com o desenvolvimento de cada um. Só o facto de a mãe estar inserida num grupo com outras mães na mesma situação, é um elemento precioso para o equilíbrio das mesmas”, acrescenta a fisioterapeuta.

Pode ser ainda necessário um acompanhamento individualizado em situações muito específicas, como por exemplo, as dores nas costas intensas, as perdas de urina, as dores e dormências nas mãos, entre outras. “Nestes casos, iremos fazer uma abordagem individual onde irão ser feitos exercícios específicos para a resolução das queixas apresentadas”, refere Fátima Sancho.

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