Arquivo de Alergologia - Médicos de Portugal

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Medicina Tradicional Chinesa cada vez mais apontada como alternativa
pelos portugueses.

Assinala-se hoje, dia 8 de Julho, o Dia Mundial das Alergias, a quarta doença crónica que mais afeta a população mundial e é especialmente preocupante pelo seu aumento exponencial em crianças, conforme dados recentes publicados pela Academia Europeia de Alergia e Imunologia
Clínica (EAACI), sendo que até 22% das crianças europeias têm uma alergia, com as reações alérgicas graves a alimentos a aumentarem.

Hélder Flor, terapeuta e especialista em Medicina Tradicional Chinesa explica como esta terapia milenar pode ser uma solução para tratar definitivamente o problema e porque é que é cada vez mais procurada pelos portugueses.

“De acordo com a medicina tradicional chinesa, o tratamento das Doenças crónicas procura uma eliminação permanente da doença e não apenas um tratamento dos sintomas.”

começa por apontar o especialista que destaca que:

O protocolo passa por uma combinação de fitoterapia (plantas medicinais) que ajudam a eliminar os sintomas, com a acupunctura e a moxabustão apresentando taxas de sucesso ainda mais elevadas em crianças.”

Quanto à crescente procura dos portugueses, Hélder Flor explica que o tratamento das doenças crónicas sobretudo asma e alergias é um dos mais procurados:

“Porque é definitivo, sem efeitos secundários e Porque se torna algo muito menos dispendioso. Nós vamos tratar aquilo que está a provocar a patologia. E, no fundo, o que fazemos é que o organismo se reequilibre para não ter fragilidades”

“A Medicina Ocidental faz um tratamento anti-alergias, mas as pessoas acabam por ter que tomar medicamentos a vida toda e a tendência para piorarem é grande já que os anti-histamínicos diminuem a capacidade de defesa e de resposta do corpo. Se o nariz espirra é uma defesa. Pode causar desconforto mas é uma forma de se defender. Ao contrariarmos esses sintomas não estamos a tratar mas apenas a adiar a doença e a piorá-la”.

“De forma preventiva, quem sofre de alergias deve começar a ser acompanhado por um especialista de medicina tradicional cerca de dois meses antes do aparecimento de sintomas. Caso o paciente esteja já na fase em que os sintomas se encontram activos, a mtc irá ajudar a aliviar e só depois tratar. No entanto, o alívio dos sintomas é imediato.”

Além de manter a casa arejada e de fazer vapores, há algumas plantas e alimentos que podem ajudar a controlar as alergias, como destaca o especialista:

“Beterraba, frutos vermelhos, uvas roxas, açafrão, chá verde, branco e preto, couve flor são alguns exemplos que usamos muitas vezes como complemento no tratamento devido aos seus efeitos anti-oxidantes, anti-inflamatórios e anti-histamínicos importantes.”







Intolerância alimentar e alergia alimentar: coisas distintas. A intolerância alimentar manifesta-se pela dificuldade do organismo na digestão ou assimilação de um determinado alimento. Ocorre quando o organismo é incapaz de digerir ou “processar” corretamente o alimento, ou ingrediente ingerido, não existindo a intervenção do sistema imunológico.





As manifestações da rinite alérgica podem ser amenizadas com diversas medidas preventivas que, por vezes, podem até evitar a necessidade de tratamento farmacológico. Noutros casos funcionam como seu complemento e, em ambas as situações, melhoram a qualidade de vida de quem tem rinite.





Quando o organismo contacta com uma substância nociva ao seu funcionamento, reage ao "inimigo"!... Esta resposta imunológica define a alergia, agrupável em três tipos: respiratórias, alimentares e dermatológicas. Ainda que as primeiras sejam as mais comuns.





A Primavera pode considerar-se uma estação de risco para as pessoas que sofrem de alergia: é que há maior exposição aos pólenes. Mas não é necessário deixar de aproveitar o bom tempo: é preciso é adoptar alguns cuidados para minimizar o contacto com os alergénios.





A chegada da Primavera é, para a maioria das pessoas, uma época bem-vinda. O aumento do número de horas de sol, a redução das chuvas e o aumento da temperatura propiciam as actividades ao ar livre, tão benéficas para a saúde.





São invisíveis a olho nu, mas isso não os torna menos agressivos: os ácaros são uma das principais fontes de alergia, com a agravante de que se encontram em todos os recantos. Ainda assim, é possível mantê-los à distância.





A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia (dificuldade na respiração), aperto torácico e tosse, particularmente durante a noite ou no início da manhã. Estes sintomas estão geralmente associados a uma obstrução generalizada, mas variável, das vias aéreas, a qual é reversível espontaneamente ou através de tratamento.[1]





Qualquer substância que se inale pode provocar alergia num doente predisposto. Porém, os ácaros do pó da casa têm um papel preponderante, sendo os principais responsáveis pelas doenças alérgicas do aparelho respiratório: a rinite e a asma brônquica.


 


O que são os ácaros do pó da casa?


Os ácaros do pó doméstico são aracnídeos microscópicos que se encontram nas nossas habitações, sobretudo no quarto de dormir e na cama; o seu principal alimento são as partículas resultantes da descamação natural da pele. Embora estejam presentes durante todo o ano, é nos meses de Primavera e Outono que existem as melhores condições de temperatura e de humidade para a sua reprodução. Casas húmidas, cheias, com animais e não ventiladas são o ambiente ideal para a multiplicação dos ácaros.


 


O quarto de dormir


Na alergia ao pó da casa há que ter um cuidado muito particular com o quarto de dormir, evitando-se superfícies que facilitem a sua acumulação. Assim, há que evitar carpetes, tapetes com pelo, cortinas de tecidos grossos, têxteis e bonecos de pano ou de peluche. Um pavimento lavável de linóleo, mosaico ou madeira envernizada reduz muito significativamente a quantidade de ácaros.


Quanto mais objectos existirem maior a quantidade de pó; por isso deve optar-se por uma decoração minimalista retirando do quarto todos os objectos não essenciais: brinquedos, discos, livros, entre outros. A criança pode e deve ler e brincar no seu quarto mas, se possível, os livros e os brinquedos devem ser guardados noutro local. De preferência seleccionar brinquedos que possam ser lavados, tarefa que deverá ser realizada semanalmente.


Deve ainda dar-se particular atenção à ventilação diária do quarto e à aspiração regular com um aspirador de elevada eficiência (por exemplo, aspirador com filtros HEPA ou de água), não esquecendo de aspirar o colchão.


 


A cama


Na cama, o colchão e as almofadas devem ser de fibras artificiais (evitar as penas, a lã, a sumaúma ou a palha), e há que evitar os cobertores de lã e os lençóis de flanela (preferir o edredão sintético e os lençóis de algodão).


Deve cobrir-se o colchão e a almofada com coberturas anti-ácaros e a roupa da cama, deve ser lavada uma vez por semana a 60ºC e se possível estendida ao sol (o sol elimina os ácaros). Também os cobertores eléctricos, ao diminuírem a humidade na cama, são, a longo prazo, uma boa arma na luta contra os ácaros.


Nos últimos anos têm-se desenvolvido produtos químicos acaricidas que, quando usados com regularidade (um a dois meses) no colchão e nos tapetes, diminuem a quantidade de ácaros neles existentes.


 


O vestuário


O vestuário deve ser tanto quanto possível de material sintético facilmente lavável, devendo evitar-se os tecidos que acumulam pó, como por exemplo a lã e outras peles naturais.


Quando a roupa permanece muito tempo armazenada deve ser arejada e limpa antes de ser de novo utilizada: é clássico o aparecimentos de crises de rinite e de asma nos doentes que manipulam roupas guardadas de uma época para outra.


Se for alérgico aos ácaros do pó da casa evite fazê-lo ou faça-o protegido com uma máscara.



Jaime Pina
Fundação Portuguesa do Pulmão
www.fundacaoportuguesadopulmao.org


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