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Contra as alergias, respirar, respirar!

2 Maio, 2011 0

As principais medidas de prevenção adoptadas no âmbito da doença alérgica destinam-se, sobretudo, à diminuição da exposição a alergénios em pessoas que já apresentam alergia. “No caso das doenças alérgica respiratórias, deve ser evitada, também, a exposição a agentes irritativos que podem desencadear crises alérgicas (como seja, o fumo de tabaco).

 

Quando procurar ajuda médica?

Todas as pessoas que apresentem sintomas respiratórios recorrentes e persistentes, ou que, apesar de ocorrerem de forma esporádica, interferem com o seu bem-estar, devem procurar ajuda especializada. “Numa primeira fase, os doentes poderão consultar o seu médico assistente que, posteriormente, os poderá encaminhar para uma consulta de alergologia. Casos de maior gravidade poderão justificar uma avaliação inicial em consulta desta especialidade”, aconselha Miguel Paiva.

O diagnóstico das alergias respiratórias é fundamentalmente clínico. Isto significa que se baseia na sintomatologia apresentada e na observação do doente. O diagnóstico pode ainda ser suportado com o recurso a testes cutâneos e/ou através de análises laboratoriais. “No caso da asma dever-se-ão efectuar, também, provas de função respiratória que ajudam no diagnóstico e na monitorização do doente ao longo do tempo”, acrescenta o imunoalergologista.

 

E depois do diagnóstico?

De acordo com a frequência dos sintomas e a sua gravidade, o doente poderá efectuar medicação para controlo da doença ou apenas para o tratamento de crises agudas.

“Em casos devidamente seleccionados pelo imunoalergologista, poderá ser prescrita imunoterapia específica que consiste num tratamento que visa curar ou, pelo menos, diminuir a alergia do doente a um determinado alergénio (mais frequentemente a ácaros ou a pólenes) e que tem duração habitual entre três a cinco anos”, diz-nos Miguel Paiva.

Os fármacos actualmente utilizados no tratamento da rinite alérgica e da asma permitem um adequado controlo da doença na maioria dos casos e são bem tolerados por parte dos doentes. “Frequentemente, os doentes demonstram algum receio em serem medicados com alguns destes fármacos (como por exemplo, os corticóides inalados). No entanto, nas doses habitualmente prescritas, estes fármacos têm-se demonstrado seguros mesmo quando utilizados diariamente durante anos”, tranquiliza o imunoalergologista.

A má adesão terapêutica constitui uma das razões para que muitos dos doentes com rinite alérgica e/ou asma não estejam controlados. “Deve por isso ser combatida através da educação e sensibilização dos doentes para a importância do seguimento do plano terapêutico prescrito pelo seu médico”, defende Miguel Paiva.

 

Alergia, rinite alérgica e sinusite: doenças que se confundem entre si

Miguel Paiva explica cada uma das patologias desmistificando a ideia de que todas elas constituem apenas uma doença, o que é errado.

– Alergia é um termo genérico que define uma reacção exagerada a uma substância do meio ambiente normalmente tolerada pela população (como por exemplo, a urticária após a ingestão de leite ou a rinite alérgica provocada por exposição a pólenes).

– A rinite alérgica constitui uma forma de doença alérgica caracterizada por uma inflamação da mucosa nasal (revestimento interno do nariz) que condiciona os sintomas já referidos.

– A sinusite é uma inflamação que ocorre nos seios perinasais, umas cavidades existentes nalguns ossos da face e crânio que comunicam com as fossas nasais através de pequenos orifícios (ostium) e que geralmente são preenchidas por ar. Quando esses orifícios ficam obstruídos em situações de inflamação da mucosa nasal (por exemplo, uma infecção ou, frequentemente, no contexto de rinite alérgica não tratada) esses seios enchem-se de secreções, provocando os típicos sintomas de sinusite: dor de cabeça, tosse, secreções amareladas ou esverdeadas (purulentas), obstrução nasal e, por vezes, febre.

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