Apetite & Ansiedade
E nisto de chantagens, também os pais caem em tentação: o exemplo mais comum é o de oferecer um pequeno prazer ou recompensa, um doce nomeadamente, em troca de comer a sopa toda. É dar à criança mais uma arma para obter benefícios dos pais. Rapidamente, ela aprenderá a usar a alimentação para chamar a atenção. E provavelmente vencerá, porque filho que não com e é uma dor de cabeça para os pais. Mesmo que custe, o mais correcto é retirar o prato da mesa: não come o que lhe foi proposto, não come mais nada. Até que a fome apertará…
É claro que, embora seja importante definir limites, as refeições não devem transformar-se num cenário de conflito. Há formas de as tornar agradáveis e de dar a volta à recusa infantil, investindo, por exemplo, na aparência dos pratos – optando por alimentos de cores diferentes, dispondo-os de uma maneira alegre; ficam mais apetecíveis. Não se trata de mascar os alimentos, apenas de enfeitar um pouco o prato. Quando já são mais crescidinhos, deixá-los participar na confecção das refeições também estimula o seu interesse pela alimentação: se cortaram a cenoura para a sopa, certamente a comerão com mais prazer…
Em regra, os pais preocupam-se demasiado com a alimentação dos filhos. Esta é, aliás, uma questão recorrente em consultas médicas, com os pais ansiosos com a possibilidade de os filhos não estarem a comer o suficiente e, em consequência, não se estarem a desenvolver harmoniosamente. Preocupam-se, por assim dizer, por uma boa causa e, muitas vezes, com razão, a justificar, por exemplo, a toma de um suplemento de minerais e vitaminas que estimula o apetite. Todavia, esta é uma decisão que carece de aconselhamento de um profissional de saúde, pois os suplementos, apesar de benéficos, não são inócuos e não devem ser tomados, e muito menos dados às crianças, por iniciativa própria.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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