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Feridas à espreita

19 Julho, 2009 0

Feridas acontecem a qualquer pessoa, em qualquer altura do ano. Mas no Verão o maior tempo passado ao ar livre é mais propício a acidentes. O importante é saber como cuidar da pele para que ela cicatrize. De preferência, sem deixar marcas.

Em férias ou não, o Verão é a altura do ano em que se passa mais tempo ao ar livre. A temperatura a isso convida. O corpo está mais exposto, vestido dos trajes leves com que se enfrenta o calor. São duas condições que aumentam a probabilidade de um qualquer acidente, por insignificante que seja, deixar marcas da pele.

Uma queda, um braço ou uma perna que raspa numa superfície áspera, uma faca que escorrega para o dedo quando se prepara a carne para o churrasco, uma fagulha que se escapa do lume e queima a pele mais próxima, um prego que sobrou das últimas obras e se pisa sem querer, uma mordidela de cão

ou uma arranhadela de gato… São muitas as oportunidades para uma ferida, possíveis de acontecer durante todo o ano mas mais prováveis na estação que agora se atravessa. Feridas há muitas, mas todas têm em comum o facto de constituírem uma lesão cutânea.

Algumas, porém, são limitadas à camada mais superficial da pele, a epiderme, enquanto outras implicam danos mais profundos, podendo envolver músculos, tendões, nervos e vasos sanguíneos, ossos ou até órgãos internos. Com excepção das chamadas “feridas fechadas”, em que a epiderme permanece intacta, o normal é que haja uma ruptura da pele. As mais superficiais são as feridas por abrasão, designação que abrange arranhões e esfoladelas.

São geralmente causadas pela fricção da pele sobre uma superfície abrasiva (rugosa, áspera), daí resultando uma escoriação acompanhada de uma ligeira e temporária hemorragia.

Já as lacerações e cortes, não se ficam pela superfície, atravessando as várias camadas da pele e podendo atingir o tecido subcutâneo ou os tecidos mais profundos. Quase sempre ocorre hemorragia, moderada a severa.

Frequentes são também as feridas por picada – lesões na pele causadas por objectos pontiagudos como um alfinete ou um prego ou até a ponta de uma faca. Destas picadas resulta uma ferida discreta, com hemorragia visível mínima ou até ausente. No entanto, atendendo ao formato do objecto que provoca a ferida, pode haver lesões profundas com envolvimento de tendões e nervos.

Qualquer um destes tipos de ferida se pode conjugar numa mordedura, humana ou animal. Seja qual for a origem, estas lesões constituem sempre um potencial foco de infecção na medida em que há transferência de saliva para a pele. Podem ou não causar hemorragia, mas requerem cuidados particulares.

 

Reacção rápida

A cada tipo de ferida correspondem cuidados particulares, mas todas elas beneficiam de actuação imediata, de modo a minimizar o risco de infecção e a acelerar o processo de cicatrização.

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Especificidades à parte, há cuidados básicos a ministrar para que as feridas não deixem marcas e, sobretudo, para que não haja complicações.

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