Alimentos, fonte de juventude?
Quando a alimentação é deficiente nestes nutrientes podem ser tomados suplementos vitamínicos – mas nunca sem aconselhamento de um profissional de saúde. No entanto, apenas como complemento, já que os efeitos benéficos dos alimentos naturais são significativamente superiores.
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Um efeito protector
Diversos estudos têm relacionado, de uma forma conclusiva, os antioxidantes com a protecção contra doenças várias, das cardiovasculares às oncológicas, passando pelas cataratas, Parkinson e Alzheimer.
O papel da dieta no cancro é dos mais estudados, tudo indicando que determinados hábitos alimentares tendem a reduzir a incidência do cancro enquanto outros potenciam o risco.
Existe, nomeadamente, uma relação documentada entre o consumo de gorduras e a prevalência de tumores do cólon e da próstata. Pelo contrário, o risco de desenvolver uma doença oncológica parece diminuir perante uma dieta rica em fibras e vitaminas. O betacaroteno, que se converte em vitamina A, estimula a resistência do organismo face ao cancro, prevenindo as lesões do material genético que surgem antes das lesões cancerígenas propriamente ditas.
Quanto às doenças cardiovasculares, os estudos atribuem às vitaminas um papel protector na medida em que atacam a oxidação das partículas que circulam no sangue, reduzindo o risco de formação de obstruções nas artérias.
Há trabalhos científicos que relacionam positivamente os antioxidantes com a descida dos níveis do chamado “mau” colesterol, assim inibindo também a sua acumulação na parede das artérias. O betacaroteno terá um efeito semelhante por aumentar os níveis do “bom” colesterol. Mas é controverso o papel dos suplementos antioxidantes.
A investigação prossegue neste domínio novo do conhecimento, mas, apesar de não haver certezas absolutas, a Organização Mundial de Saúde não hesitou em recomendar o reforço da ingestão de fruta e legumes.
É que têm muitas vantagens: possuem níveis mínimos de gorduras e um elevado teor de fibras, ao mesmo tempo que conferem uma sensação de saciedade, o que leva a um menor consumo de alimentos gordos e ricos em açúcares. Além, é claro, das suas propriedades antioxidantes, o que faz deles bons aliados no prolongamento da juventude.
Um combate com electrões
Os radicais livres são átomos instáveis. Vejamos o que isso significa. Os átomos são a componente básica da matéria, sendo classicamente constituídos por um núcleo, em que se concentram, em igual número, partículas de carga positiva (os protões) e de carga neutra (os neutrões). Em torno desse centro gravitam os electrões, partículas de carga negativa.
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Geralmente, os electrões estão agrupados em pares, mas nos radicais livres há um ou mais soltos, o que os deixa instáveis. Na tentativa de equilibrarem o número de electrões, podem tentar capturar um electrão de um outro átomo, tornando esse em radical livre, e assim sucessivamente. Desencadeiam uma série de reacções que danificam as células à sua volta.
O organismo procura neutralizá-los por via dos antioxidantes, substâncias que oferecem um dos seus electrões aos radicais livres mas que não se tornam quimicamente instáveis. Porém, quando os antioxidantes são incapazes de anular a totalidade dos radicais livres, está aberto caminho ao envelhecimento precoce e a um vasto conjunto de patologias.

