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75% dos portugueses não cuida da pele correctamente

13 Maio, 2009 0

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Apesar desta grande desvalorização de alguns sintomas, como vermelhidão, comichão, pequenas manchas, pele seca e descamativa, a procura de especialistas nesta área é bastante reduzida, pois 77% dos Portugueses nunca consultou um dermatologista. Esta é uma prática que deveria ser fomentada, pois “No geral todos deviam ser observados por um dermatologista para observação e registo de lesões cutâneas (sinais, por exemplo) e saber quais os cuidados de manutenção a ter com a sua pele. A regularidade posterior deverá ser determinada pelo médico, consoante o tipo de lesões observadas (pele clara e muitos sinais deverá ir com mais frequência do que pessoas com poucos sinais, regulares e benignos) e/ou doenças de pele constatadas (micoses, acne, rosácea) que obrigam a visitas mais frequentes até à resolução do problema.” [Dra. Leonor Girão]

Dentro dos 23% que admitem já ter tido uma consulta na especialidade de dermatologia, detectamos uma maior incidência na faixa etária dos 40 aos 49 anos.
Actualmente, somente 3% dos portugueses recorrem a dermatologistas uma ou mais vezes por ano.

64% dos Portugueses não consegue identificar problemas de pele e revela ainda que considera esta uma tarefa muito difícil. No entanto, quando lhes é pedido para seleccionar de uma listagem os problemas/doenças de pele que reconhecem, o melanoma ganha o lugar de grande destaque com um índice de 57%, com mais ênfase junto dos homens. Como podemos ver no quadro abaixo, a celulite é mais valorizada enquanto problemática do que a Psoríase.

Dra. Leonor Girão destaca este facto pois “A celulite na forma em que é identificada pelas pessoas não é verdadeiramente uma doença mas mais um problema cosmético sobretudo na sua aparência inicial.”, ao passo que “A Psoríase é realmente uma doença cutânea, crónica, não contagiosa, com fundo genético e tem uma prevalência relativamente alta na população.”

A Psoríase é uma doença crónica, não contagiosa, que pode surgir em qualquer idade. O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam preferencialmente os joelhos, região lombar, cotovelos e couro cabeludo. Esta patologia afecta cerca de 250 mil pessoas em Portugal e tem implicações que ultrapassam o físico, pois por ser uma doença com sintomas muito visíveis, frequentemente afecta os doentes a nível psicológico e até mesmo na sua relação com a sociedade. Nas palavras da Dra. Leonor Girão, ” Muitas pessoas desconhecem a doença e, pelo seu aspecto de manchas descamativas na pele, pensa que é contagiosa. Tem portanto uma estigmatização grande.”

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Com sintomas e causas físicas, esta doença afecta os doentes também a nível psicológico, Dra Catarina Severiano, explica esta ligação: “A forte relação entre a pele e o stresse está internacionalmente estudada. Inúmeras investigações científicas comprovam a sua relação de reciprocidade, sendo o stresse identificado como causa e consequência da Psoríase. O carácter inconstante e imprevisível dos episódios de Psoríase contribui, de largo modo, para a instabilidade interna dos doentes, com consequente aumento da vulnerabilidade ao stresse e dos índices de depressão e ansiedade.”

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