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Dossier: Ejaculação prematura

14 Maio, 2009 0

A Ejaculação Prematura (EP) é uma disfunção sexual comum que pode estar presente a partir do primeiro acto sexual ou pode desenvolver-se numa fase mais tardia. Dependendo das várias metodologias e critérios utilizados em estudos para avaliação da prevalência da EP, a percentagem relatada de homens afectados por esta condição num dado momento das suas vidas encontra-se entre 4 e 30% [1, 2].

Actualmente, os especialistas em EP concordam que esta condição abrange três componentes principais: um tempo até ejaculação reduzido, diminuição do controlo ejaculatório e impacto pessoal negativo ou sofrimento relacionados com a ejaculação. A EP apresenta uma prevalência semelhante em todos os grupos etários [2].

A EP é definida pela International Society of Sexual Medicine (ISSM) como sendo “uma disfunção sexual masculina caracterizada por uma ejaculação que ocorre sempre, ou quase sempre antes, ou dentro de cerca de um minuto, após penetração vaginal; uma incapacidade em retardar a ejaculação em todas, ou quase todas, as penetrações vaginais; e uma situação com consequências pessoais negativas, tais como ansiedade, preocupação, frustração e/ou evitação da intimidade sexual” [3].

 

O que causa a EP?

Pensa-se que o mecanismo da ejaculação seja influenciado por uma combinação de factores fisiológicos e psicológicos [4, 5]. A investigação sugere que a serotonina desempenha um papel central na determinação do momento em que a ejaculação ocorre [4-6], sendo um neurotransmissor que também ajuda a regular o sono, o apetite, o humor, inibindo igualmente a dor.

A resposta sexual masculina divide-se em cinco fases:
1. Desejo sexual
2. Excitação (em que ocorre a erecção)
3. Fase de estabilização (planalto)
4. Clímax/orgasmo
5. Resolução (relaxamento após o clímax/orgasmo durante o qual não ocorre qualquer excitação sexual).

Pensa-se que os homens com EP apresentam um processo de ejaculação semelhante ao dos outros homens. No entanto, esta ocorre de forma mais rápida e com uma sensação de falta de controlo sobre a ejaculação [2] (ver figura 2). Alguns homens podem confundir a EP com a disfunção eréctil (DE), já que não é possível manter uma erecção na fase de resolução da resposta sexual.

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Qual o impacto da EP?

A EP tem um impacto significativo sobre o homem, a sua parceira, e na relação entre ambos, podendo afectar potencialmente a satisfação sexual, as relações sexuais, a auto-imagem e a qualidade de vida global [2].

As conclusões de um inquérito realizado a mais de 12000 indivíduos indicaram que os homens com EP apresentavam um funcionamento sexual significativamente inferior quando comparados com os homens que não foram classificados como sofrendo de EP [2]. Os homens com EP apresentavam também uma auto-estima mais reduzida, uma maior preocupação em relação aos seus relacionamentos em geral – chegando por vezes ao extremo de evitar qualquer tipo de relação – e níveis superiores de ansiedade e vergonha. Além disso, os homens com EP também apresentavam uma maior deterioração da qualidade de vida e um maior agravamento da saúde geral comparativamente aos homens sem esta condição [2].

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