Gravidez e tabagismo: A combinação imperfeita - Médicos de Portugal

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Gravidez e tabagismo: A combinação imperfeita

5 Março, 2009 0

Gravidez e tabagismo? Está a pensar engravidar? É fumadora? Se respondeu afirmativamente a ambas as questões, saiba que a decisão de deixar de fumar deve acompanhar o seu planeamento de se vir a tornar mãe.

Gravidez e Tabagismo? Conheça os riscos que o tabaco pode provocar na gravidez e pense duas vezes antes de optar por continuar a fazer do tabaco, o companheiro permanente do seu tempo de gestação. Tem a certeza que quer arriscar a sua saúde e a do bebé?

Estudos realizados recentemente não deixam margem para dúvidas. As raparigas estão a fumar cada vez mais, ao contrário dos rapazes. Na grande maioria dos países da Europa, as raparigas já fumam mais que os rapazes e começam a fumar, cada vez mais novas.

Esta realidade serviu de ponto de partida para a conversa que tivemos com a Dr.ª Eduarda Pestana, pneumologista do Hospital Pulido Valente (HPV) e responsável pela consulta de tabagismo deste hospital. “As consequências desta realidade serão visíveis daqui a 20 ou 30 anos. A tendência é para que se registe um aumento das doenças relacionadas com o tabaco, o que irá acarretar graves problemas de saúde nas mulheres”, diz-nos.

Talvez por isso, este ano, o Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado no próximo dia 31 de Maio, tenha como destinatários principais, os jovens. “Juventude livre de tabaco” é a temática principal deste dia e expressa a preocupação da Organização Mundial de Saúde em estabelecer estratégias de acção para enfrentar este problema de saúde pública.

O Jornal do Centro de Saúde pega neste tema e adapta-o à temática deste mês da rubrica saúde da mulher: “grávidas livres de tabaco”. Explicamos-lhe porquê ao longo deste artigo.

 

Tabaco e gravidez: risco eminente

Todos nós sabemos que o tabaco e a gravidez não constituem a combinação perfeita. Os riscos são mais do que conhecidos. “Está provado que o tabaco provoca danos muito significativos, nomeadamente, no que diz respeito à incidência de abortos espontâneos, partos pré-termo e a inúmeras complicações durante o parto, desde hemorragias, descolamento da placenta, ruptura prematura de membranas, entre outros. Por outro lado, os bebés de mães fumadoras nascem com bastante menos peso”, alerta Eduarda Pestana.

A pneumologista refere ainda a maior frequência de síndrome de morte súbita infantil que ocorre em recém-nascidos. “Há muitas complicações antes e durante o parto que devem justificar a decisão de deixar de fumar”, acrescenta. A vontade de deixar o tabaco deve ser prolongada no tempo. “O problema é que as grávidas que deixam de fumar colocam o problema como temporário”, explica Eduarda Pestana.

Se está a pensar engravidar, deve suspender o vício de fumar, prolongando essa decisão a longo prazo. “Todas as substâncias do tabaco passam através do leite materno, o que significa que as mães não devem fumar durante o período em que estão a dar de mamar”. Se está grávida e pensa que fumar dois a três cigarros não tem mal nem prejudica tanto a sua saúde e a do seu futuro filho, saiba que “fumar menos cigarros faz tanto mal como fumar muito”, explica a pneumologista do HPV.

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