Gravidez e tabagismo: A combinação imperfeita
Se estão a amamentar, ainda se aguentam mais algum tempo porque sabem do efeito nocivo que o tabaco tem ao passar através do leite materno para o bebé. No entanto, passado o período de amamentação, acabam por recair”. Eduarda Pestana define esta situação como “muito preocupante”. Apesar desta evidência, a responsável da consulta de tabagismo do HPV afirma que assiste a poucas grávidas, “o que não deixa de ser curioso porque as futuras mães não têm de ficar na lista de espera e têm acesso a uma consulta imediatamente se o requisitarem”.
Os candidatos às consultas de cessação tabágica do HPV devem ser referenciados pelo médico que os acompanhe. “O ideal é que a pessoa esteja motivada para deixar de fumar pois esta consulta é especializada e direccionada para a cessação tabágica”, conclui Eduarda Pestana.
Riscos associados ao tabaco na gravidez
– Infertilidade. O tabaco reduz os níveis de estrogénio;
– Menopausa precoce, anomalias menstruais;
– A pílula associa-se a uma maior ocorrência de tromboses. As mulheres que tomam a pílula, não devem fumar. A pílula e o tabaco “conjugam” muito mal;
– Os bebés sofrem as consequências do fumo passivo. Sabe-se também que os jovens que fumam, regra geral, são filhos de pais fumadores. O modelo de base familiar é muito importante;
– Vertente estética: na verdade, as mulheres que fumam têm mais rugas, a pele mais baça, já para não falar dos dentes e dedos amarelos.

