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Gravidez e tabagismo: A combinação imperfeita

5 Março, 2009 0

 

Se estão a amamentar, ainda se aguentam mais algum tempo porque sabem do efeito nocivo que o tabaco tem ao passar através do leite materno para o bebé. No entanto, passado o período de amamentação, acabam por recair”. Eduarda Pestana define esta situação como “muito preocupante”. Apesar desta evidência, a responsável da consulta de tabagismo do HPV afirma que assiste a poucas grávidas, “o que não deixa de ser curioso porque as futuras mães não têm de ficar na lista de espera e têm acesso a uma consulta imediatamente se o requisitarem”.

 

Os candidatos às consultas de cessação tabágica do HPV devem ser referenciados pelo médico que os acompanhe. “O ideal é que a pessoa esteja motivada para deixar de fumar pois esta consulta é especializada e direccionada para a cessação tabágica”, conclui Eduarda Pestana.

 

 

Riscos associados ao tabaco na gravidez

 

– Infertilidade. O tabaco reduz os níveis de estrogénio;

 

Menopausa precoce, anomalias menstruais;

 

– A pílula associa-se a uma maior ocorrência de tromboses. As mulheres que tomam a pílula, não devem fumar. A pílula e o tabaco “conjugam” muito mal;

 

– Os bebés sofrem as consequências do fumo passivo. Sabe-se também que os jovens que fumam, regra geral, são filhos de pais fumadores. O modelo de base familiar é muito importante;

 

– Vertente estética: na verdade, as mulheres que fumam têm mais rugas, a pele mais baça, já para não falar dos dentes e dedos amarelos.

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