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Rastreio da audição é essencial na infância

3 Março, 2017 0
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Ir ao otorrino quando há suspeitas de ouvir mal

Sempre que haja uma suspeita de perda de audição, o mais sensato é procurar um médico especialista. Por exemplo, nas crianças em idade escolar a falta de rendimento é um sinal de alarme. Do mesmo modo, sempre que a história clínica do indivíduo registe infecções ou a condição particular da diabetes que, eventualmente, pode ser propensa a lesões vasculares do sistema auditivo.

No pólo oposto do recém-nascido encontramos os idosos. Borges Guerra sublinha que este também é um grupo especial e que merece mais atenção do que aquela que recolhe. O médico explica porquê.

«É, essencialmente, um problema do tipo económico. O indivíduo, por via da idade, já ouve mal e reconhece esse facto. No entanto, é frequente encontrarmos pessoas em dificuldades para se deslocarem ao médico, por diversas razões. Ou porque precisam e não têm ninguém para os acompanhar, ou porque não conse­guem sair de casa, o que leva a um isolamento cíclico que só agrava a situação. Na mesma medida um aparelho custa di­nheiro e, muitas vezes, nessas pessoas ele escasseia. É um grupo mal servido, nesta perspectiva»

, adianta o especialista.

Vale a pena, também, destacar a surdez unilateral, que passa despercebida a quem dela sofre e só é notada, muitas vezes, tardiamente. No entanto, se alguma frase não é entendida, são sempre eles, os ou­tros, que falam baixo demais.

«Acontece com frequência estas pessoas virarem o chamado ouvido bom para o interlocutor, numa espécie de reflexo espontâneo»

, atesta o médico.

Há profissões em que o risco de surdez dispara exponencialmente. Existe regulação legislativa, que prevê medidas de segurança preventivas e de protecção individual para os grupos profissionais mais expostos ao ruído. Uma delas é o check-up anual à audição. Exemplos concretos não faltam: trabalhadores aeroportuários e da aviação, de indústrias pesadas, oficinas de vários tipos.

«Essas pessoas devem ter preocupações acrescidas»

, acrescenta Borges Guerra.

Audição e linguagem

À atenção dos pais ficam as fases de desenvolvimento da linguagem do bebé, que também são úteis para determinar se está tudo bem com a audição:

  • Aos 3 meses a criança começa a lalação, reage aos sons de vozes e música, assustando-se com os sons que não identifica;
  • Aos 6 meses movimenta a cabeça para o som, faz ruídos e balbucia;
  • Aos 12 meses: diz duas a três palavras com sentido;
    Entre os 18 e os 24 meses diz 20 ou mais palavras e constrói frases simples;

Os exames para detectar problemas auditivos

Podem ter nomes compridos e complicados, mas encerram objectivos bem definidos, complementando a história clínica do doente e o trabalho de observação do otorrinolaringologista:

Tomografia computorizada da cisterna do ângulo cranioencefálico
Vai dar uma ideia até que ponto existem tumores ou outras anomalias ósseas, assim como o estado dos poros auditivos;

Ressonância magnética
Observa os tecidos moles do ouvido e estruturas próximas. A ressonância cranioencefálica afasta ou confirma suspeitas de doenças neurodegenerativas.

Triplex scan dos eixos carótido-vertebrais
Verifica as alterações vasculares e define a presença de tumores.

Testes de imunosserologia e hormonais
Há determinadas doenças que podem ser classificadas através destes exames serológicos, como os problemas da tiróide, que também podem desempenhar um papel na perda de audição.

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