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Leucemia: Células sem controlo

2 Maio, 2017 0
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Do próprio doente ou de outra pessoa, que tanto pode ser um familiar directo como um dador inscrito num registo nacional ou internacional. É preciso é que haja compatibilidade.

E entre irmãos essa compatibilidade é de um para quatro, mas fora dos laços familiares pode ser necessário pesquisar entre muitas centenas de milhar, por vezes até um milhão, de dadores inscritos nos registos. É um universo superior a 13 milhões de cidadãos solidários, um universo de esperança para os cerca de mil novos casos de leucemia que surgem todos os anos em Portugal.

 

Solidários até à medula

Era este o apelo subjacente a uma das mais recentes campanhas de sensibilização para a importância da doação de medula óssea e para a inscrição no registo nacional de dadores, o CEDACE. Uma campanha, entre outras, que motivou uma onda de adesões. De tal modo que, em Maio último, o registo somava 163 mil inscrições.

Em 2002, o registo nacional estava na cauda dos registos europeus, com o menor número de inscritos, mas em 2009 é já o segundo maior, depois da Alemanha. O que traduz o maior crescimento percentual no mundo.

Doentes de 18 nacionalidades encontraram já neste registo a compatibilidade de medula que lhes deu nova oportunidade de vida: no total, foram 129 os doentes beneficiados (até Março), 54 dos quais portugueses.

É fácil ser dador de medula óssea. Basta ter entre 18 e 45 anos e ser saudável. Uma vez feita a inscrição, o candidato a dador é submetido a um conjunto de análises, cujos resultados serão guardados numa base de dados e que serão usados sempre que um doente, nacional ou internacional, seja proposto para transplante.

Estima-se que cerca de 80 por cento dos doentes têm, pelo menos, um potencial dador compatível, embora nem todos os doentes para os quais é identificado um dador cheguem à fase de transplante.

Uma vez determinada a compatibilidade, o passo seguinte é a colheita de células da medula óssea do dador para transplante no doente. As células tanto podem ser colhidas do interior dos ossos pélvicos (caso do transplante de medula), o que requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização, como no sangue periférico (caso do transplante de células estaminais), para o que é necessário que o dador tome previamente um medicamento que aumenta a produção dessas células.

Além destes métodos, existe a possibilidade de utilização de células estaminais do cordão umbilical, colhidas imediatamente após o parto e de seguida criopreservadas (guardadas no frio).

Uma vez transplantadas, estas células vão substituir as doentes e estimular a produção de células saudáveis. É uma nova possibilidade de vida que se abre.

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