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Sono e insónia na idade Sénior

28 Fevereiro, 2012 0

Dormir é uma necessidade biológica que permite restabelecer as funções físicas e psicológicas essenciais para se sentir bem-estar, um funcionamento (bio, psíquico e social) na plenitude. Há uma discussão interminável sobre a quantidade de horas de que precisamos de dormir, ao longo da vida.

Acontece que a necessidade de dormir varia de pessoa para pessoa. Na idade sénior, o processo do envelhecimento é acompanhado de modificações na quantidade e qualidade do sono. São de diferente índole os factores que contribuem para os problemas do sono, na idade sénior: dores decorrentes de doença crónica ou alterações que são acompanhadas de desconforto físico; factores ambientais; desconfortos emocionais; alterações no padrão do sono, neste caso com queixas de estar na cama sem dormir, com dificuldade para reiniciar o sono, um despertar matinal cada vez mais cedo, entre outras.

Além dessas queixas há a referir a sonolência e fadiga diurna, intercaladas com pequenos cochilos.

O sénior vai perdendo capacidade adaptativa às perturbações emocionais que também concorrem para o acréscimo de problemas de sono. Daí as queixas frequentes dos idosos com as instabilidades de sono, responsabilizando este modo de dormir pelo cansaço, perda de atenção e memória, pelo gosto de viver e pelo aumento da ansiedade.

Não é fácil falar sobre o sono, pois quando dormimos, há diferentes ciclos de sono, nem todos têm o mesmo poder restaurador das funções orgânicas, há fases de sono mais profundo e outras mais superficiais. A arquitectura do sono altera-se na idade sénior: diminuição da duração dos ciclos, aumento do número e duração dos despertares nocturnos.

No envelhecimento há também uma alteração no ciclo circadiano, que é o ritmo de distribuição das actividades biológicas ao longo de, aproximadamente, 24 horas.

Temos depois um conjunto de distúrbios que são mais usuais no processo de envelhecimento: a insónia (dificuldade de iniciar ou manter o sono), a apneia do sono (interrupção do fluxo do ar pela boca ou nariz durante alguns segundos), maior sensibilidade à luz ou à temperatura. É bastante elevado o número de causas que podem provocar distúrbios de sono, mas no envelhecimento poderão ter grande importância as doenças crónicas e outras: Alzheimer, artrite, cardiopatias, doença pulmonar obstrutiva crónica, diabetes, refluxo gastro-esofágico, Parkinson, úlcera, doença renal, síndrome de pernas inquietas.

Enfim, devemos dedicar a maior atenção ao dormir bem, para isso é preciso procurar identificar o nosso mau sono e o que está por detrás do estado de insónia, um dos flagelos do mau viver dos seniores.

Casos há em que devemos requerer o aconselhamento do médico, noutros teremos toda a vantagem em saber tirar partido do aconselhamento farmacêutico.

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Sono e insónia na terceira idade

Ao contrário do que muita gente pensa, a quantidade de sono necessária não se reduz só porque se chegou à idade sénior. Mas importa reconhecer que a capacidade para obter esta quantidade de sono durante um único período diminui a partir dos 60 ou 65 anos, o sono torna-se mais fragmentado e superficial, com o avançar da idade potencia-se a ansiedade ou depressão ou até mesmo o peso da solidão. A insónia torna-se a queixa mais comum. Na idade sénior, a insónia é muitas vezes do tipo matinal: o idoso acorda demasiado cedo e não consegue adormecer outra vez com facilidade; torna-se frequente acordar muitas vezes durante a noite ainda que por breves segundos; o aparecimento de doenças de saúde e a interacção de medicamentos podem perturbar o sono. Observe-se que o sono dos idosos está menos concentrado na noite e está mais disperso no dia, quer dizer que há uma maior tendência para dormir durante o dia, sobretudo de manhã.

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