Sono e insónia na idade Sénior - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

A carregar...

Sono e insónia na idade Sénior

28 Fevereiro, 2012 0

Para controlar a insónia, usam-se intervenções não medicamentosas mas também as medicamentosas. Compete ao médico avaliar os fundamentos que estão por detrás da insónia que se caracteriza pelas seguintes situações: dificuldade em adormecer, acordar demasiado cedo de manhã e por se apresentar permanentemente a queixa de que não há sono reparador. É o médico quem vai avaliar se essa insónia é crónica ou intermitente, se tem por causa uma doença ou questões relacionadas com a higiene de vida do sono.

O médico avalia a história do doente que sofre de insónias, nomeadamente no que diz respeito à possível toma de medicamentos ou o consumo de substâncias que possam interferir com o sono normal, é a ele que compete a decisão de alterar a terapêutica. Nas intervenções não medicamentosas o aconselhamento farmacêutico pode revelar-se de maior importância. Como se passa a descrever.

 

Quer dormir bem, ter um sono com qualidade? Fale com o seu farmacêutico

Na sua farmácia, tem ao seu dispor uma brochura onde encontrará informações úteis sobre o que nos pode acontecer quando não dormimos o suficiente e como devemos actuar para ter uma boa noite de sono.

É desejável contar com a equipa da farmácia para identificar e controlar os factores que interferem com o sono numa perspectiva de, gradualmente, retomar um sono com qualidade.

[Continua na página seguinte]

Quando conversar com o seu farmacêutico, há-de observar que, se o seu caso não exigir manifestamente consulta médica, ele irá sugerir intervenções não medicamentosas quando se queixa de insónias e outras perturbações do sono.

A higiene do sono é indispensável para reduzir os factores que podem conduzir à insónia: ir para a cama a horas certas, não permanecer na cama sem sono, o estar protegido o melhor possível das agressões exteriores, fazer exercício regular, mas não antes de se deitar, não beber bebidas excitantes depois das 16 horas, beber muito moderadamente álcool, o dispor de um regime alimentar que permita que não vá para a cama com a sensação de enfartamento.

Também o dormir num quarto com uma boa temperatura ambiente, não estar à noite muito tempo diante da televisão ou do computador e evitar as sestas demasiado longas, durante o dia, são medidas a por em prática. Há um conjunto de recomendações complementares que podem, também, ajudar: desde o duche quente a não ter os pés frios, tomar uma infusão, etc.

Há que saber identificar os comportamentos que possam estar a agravar a insónia para os evitar.

Sinta-se disponível para conversar com o seu farmacêutico e peça-lhe conselho sobre as eventuais causas do distúrbio do sono, quais as técnicas de relaxamento muscular e gestão da ansiedade, se for caso disso.

Conte igualmente com o seu farmacêutico para o aconselhar relativamente à terapêutica farmacológica da insónia que o seu médico lhe prescreveu.

Não se esqueça que o uso crónico de medicamentos condiciona o desenvolvimento de aptidões para lidar com a insónia…

É verdade que uma elevada percentagem de seniores consome medicamentos para o sono, no entanto estes medicamentos não são isentos de riscos e é necessário tomar algumas precauções. Conversando com o seu farmacêutico, ficará a saber que todas as insónias são diferentes, se acaso estiver a tomar um medicamento para dormir será necessário respeitar a prescrição do médico, nomeadamente quanto à duração da toma.

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.