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Sénior: Alimentar a saúde

20 Abril, 2014 0

São muitos os idosos que vivem sozinhos, o que pode abrir caminho para um menor interesse pelas actividades básicas do quotidiano. Ao ponto de se alimentarem incorrectamente e de poderem correr o risco de um défice nutricional. É, no entanto, possível evitar que a saúde saia fragilizada.

A população idosa cresce de ano para ano em Portugal. Segundo as últimas estimativas 400 mil idosos vivem sozinhos e 800 mil acompanhados de outros idosos. Os seniores têm geralmente várias doenças com as quais se preocupam no seu dia-a-dia e o próprio processo de envelhecimento causa alterações na constituição do corpo, no funcionamento dos órgãos, na absorção de nutrientes e na capacidade de se alimentar, podendo dificultar o processo de confecção e ingestão dos alimentos.

Muitos deles vivem em casa sozinhos e não têm um acompanhamento persistente dos familiares, por isso desenvolvem carências nos cuidados diários e de saúde, podendo inclusivamente apresentar falta de vontade para realizar as tarefas normais e essenciais do dia-a-dia.

A verdade é que, por circunstâncias várias – viuvez ou isolamento do local de residência, entre outros -, há seniores que vivem afastados da sociedade, tendo pouco contacto com o exterior, o que leva ao desânimo e até mesmo ao desenvolvimento de estados depressivos, que dificultam a manutenção de uma alimentação equilibrada e diversificada nas suas refeições diárias.

Muitos dos idosos que vivem sozinhos não confeccionam refeições completas, limitando-se à ingestão de sopa e de peças de fruta, conduzindo a um défice nutricional diário. Há outras situações que afectam uma alimentação adequada, nomeadamente a falta de dentes. Os dentes vão-se perdendo e nem sempre são substituídos por próteses. Mesmo quando isso acontece podem existir dificuldades na mastigação e consequente ingestão dos alimentos.

Os idosos que estão em casa sozinhos ou sem uma presença, regular ou contínua, de algum familiar e/ ou cuidador, e que sofram de mobilidade reduzida, terão dificuldade em deslocar-se para adquirir os alimentos ou preparar as suas próprias refeições. Este factor pode potenciar um estado de malnutrição, que pode ser definida como o consumo insuficiente, excessivo ou desequilibrado de nutrientes.

No caso concreto dos idosos, o que se verifica com mais frequência é uma clara desigualdade entre as necessidades nutricionais e a ingestão alimentar que fazem. Pelo impacto que tem na saúde, esta é uma situação a que os familiares e outros cuidadores de pessoas idosas devem dar a máxima atenção, procurando acompanhar a alimentação que praticam e, se necessário, intervindo no sentido de promover hábitos mais saudáveis. O estado de malnutrição em que muitos idosos se encontram potencia o desenvolvimento de doenças e pode até agravá-las, pois faz com que o organismo diminua a sua capacidade de resposta, com implicações na própria independência do idoso e que muitas vezes o podem colocar em risco de vida.

A alimentação deve fornecer os diversos nutrientes, mas quando isso não acontece é possível reforçar o seu aporte com a toma de suplementos nutricionais específicos.

Porém, é fundamental aconselhar-se, nomeadamente com o seu farmacêutico, para prevenir eventuais interacções com medicamentos e outros produtos de saúde e bem-estar que tenham influência na qualidade de vida do utente.

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