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Saúde infantil: Quando o coração precisa de ajuda

26 Outubro, 2011 0

A cirurgia do Emanuel não modificou a vida desta família. O Emanuel é igual a qualquer criança da sua idade e o seu relacionamento com o irmão mais novo não foi afectado pela implantação do pacemaker, como constata Marina: “São dois galitos, que crescem à velocidade da luz, sempre em competição saudável um com o outro, no saber, no estar e nos jogos, mas que não sabem viver um sem o outro.”

 

O pacemaker impõe limitações?

Muitos são os mitos associados à ideia de usar um pacemaker. Se no passado a sua implantação era uma questão de sobrevivência das pessoas com problemas de ritmo cardíaco, neste momento o pacemaker melhora, em muito, a qualidade de vida de muitas pessoas.

As crianças portadoras de pacemaker, ao contrário do que muitas pessoas possam pensar, não têm quaisquer limitações na sua vida diária. “As cicatrizes ficaram perfeitas e quase não se vêem, pelo que só partilha esta intimidade com quem ele entender”, esclarece Marina. “Tal como ele precisa deste aparelho, eu preciso de óculos, bem como outras pessoas precisam de cadeiras de rodas, muletas, sapatos especiais, etc. O importante é que haja soluções cada vez mais eficazes para os desafios que surgem na saúde das pessoas.”

O Emanuel vive com o pacemaker desde que se conhece. Aprendeu a crescer com ele. Tal como os pais. Mas a situação nem sempre é fácil, como não é simples lidar com todos os sentimentos que a vivência acarreta. “No nosso caso, não permitimos que os outros pensassem ou nos minassem com o ‘coitadinho, desabafa Marina. “Nos momentos mais críticos, tentámos estar, o mais possível, de peito aberto, junto dele, para lhe transmitir segurança, alegria e força e aqui contámos muito com a ajuda das ‘senhoras de cor-de-rosa’ do Hospital de Santa Marta (voluntárias), em que o seu trabalho diário é para as crianças quando estão sós, mas que têm sempre um tempinho para um sorriso ou um carinho para os pais, com quem partilham de forma positiva as suas vivências, passando sempre mensagens de esperança.” Uma ajuda que importa salientar e cuja atenção incute força aos pais para lidarem com uma situação que não é fácil. “Olhar à nossa volta foi e é uma ajuda preciosa porque ao nosso lado, e infelizmente, há sempre quem esteja numa situação pior do que a nossa, o que só nos pode dar forças para melhor combatermos o que estamos a passar”, conclui.

 

Nunca desistir e enfrentar os problemas de frente

Os pais de Emanuel decidiram não procurar informações na Internet, com medo de adquirirem “conhecimentos incorrectos ou interpretações indevidas sobre um assunto para o qual não temos os mínimos conhecimentos”. Aceitaram sempre as informações e conselhos que foram fornecidos pelos médicos e por toda a equipa do Hospital de Santa Marta “e, em especial, a Conceição Trigo, que o acompanha desde que nasceu, sendo que gostaríamos de aproveitar a ocasião para apresentar a todos os nossos sinceros agradecimentos”, refere Marina.

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