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Puberdade: Rapazes desafinados

3 Outubro, 2014 0

É desafinados que soam os rapazes quando a voz começa a mudar na puberdade. As hormonas vão preparando a laringe e as cordas vocais para os tons mais graves da idade aguda, mas de vez em quando escapam-se uns agudos que os deixam algo embaraçados. A boa notícia é que ao fim de alguns meses passa…

São muitas as alterações na aparência física causadas pela puberdade. Nos rapazes, surgem os pêlos faciais e os púbicos, os músculos desenvolvem-se, os genitais também. Nas raparigas, o corpo ganha novos contornos, de que o mais evidente é o despontar das mamas.

Neles e nelas, também a voz muda. É certo que neles é mais flagrante e nelas mais discreta, mas a mudança acontece em todos. E nos rapazes o que torna a alteração vocal tão notória é o facto de, à medida que a voz começa a ficar mais grave, próxima da de um homem adulto, se escaparem tons agudos que fazem com que pareçam desafinados.

A mudança fica a dever-se à influência das hormonas, que comandam o desenvolvimento da laringe e das cordas vocais. Situada na garganta, a laringe é uma espécie de caixa de voz na qual estão esticadas as cordas vocais, dois músculos semelhantes a tiras de borracha.

Quando uma pessoa fala, o ar que sobe dos pulmões faz as cordas vocais vibrarem, o que, por sua vez, produz o som da voz. E essa tonalidade – mais grave ou mais aguda – depende de como estes finos músculos se contraem quando são atingidos pelo ar.

Na infância, a laringe é relativamente pequena e as cordas vocais igualmente pequenas e finas. É por isso que a voz das crianças é mais aguda do que a dos adultos. Mas, quando chega a puberdade, a laringe aumenta de tamanho e as cordas vocais ficam mais compridas e mais espessas – uma mudança que é mais evidente nos rapazes do que nas raparigas.

Ao mesmo tempo, os ossos da face desenvolvem-se, criando mais espaço para que a voz ressoe. Em consequência, tanto eles como elas sofrem uma alteração vocal, que adquire uma tonalidade mais grave. Mas nos rapazes a nova voz é mais evidente, dado que também as mudanças fisiológicas foram mais acentuadas. E uma dessas mudanças é o emergir da chamada “maçã de Adão” – trata-se de uma saliência bastante visível na garganta dos rapazes que resulta do crescimento da laringe, que forma um ângulo. Nas raparigas, também acontece mas é menos proeminente.

Há, pois, todo um “novo equipamento” a que os rapazes precisam de se habituar, o que dificulta o controlo da voz: daí os sons desafinados e a alternância inesperada entre graves e agudos. Contudo, assim que a laringe parar de crescer, esses sons desaparecem.

Este é um processo que pode ocorrer entre os 11 e os 14, 15 anos e que tanto pode ser progressivo como brusco. Apesar de normais, os sons desafinados podem ser causa de embaraço e desconforto social, mas a boa notícia é que são temporários.

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