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Animais de companhia: Grandes amigos desde pequeninos

4 Outubro, 2014 0

As crianças – com ou sem necessidades especiais – são os maiores beneficiários da presença de um animal de companhia. No entanto, há sempre cuidados a ter. Seja em razão dos agentes infecciosos, de uma dentada, de uma arranhadela…

As crianças beneficiam imenso da uma relação precoce com animais de companhia – ganham autonomia, responsabilidade, afectos e socialização. Num ápice, a criança transforma o animal num companheiro de brincadeiras, num amigo – os felinos são tranquilizantes, o ronronar acalma, o roçar pelas pernas em busca de colo e de uma festa desperta o “tomar conta” do pequeno amigo peludo. E os cães são protectores e ajudam a criança a preservar o seu território no seio da célula familiar. A criança aprende que é preciso dar para receber: é reciso dar alimento, mas também atenção e carinho.

Os animais são determinantes para a saúde, individual e colectiva. Pensemos no valor do cão como guia de um invisual ou quando resgata pessoas na sequência de um desastre natural, seja um terramoto, uma avalanche de neve, uma derrocada. Mas os animais podem também ser preciosos na terapia assistida – cães, cavalos e golfinhos têm sido utilizados, com êxito, junto de crianças com problemas físicos e psicológicos.

Pela sua natureza obediente, os labradores e os golden retrievers são cães adequados para deficientes auditivos e motores. Abrir uma porta, recolher um objecto do chão, acender as luzes são alguns exemplos do que os cães podem fazer para aumentar a independência do dono. No caso das crianças com paralisia cerebral, autismo ou tetraplegia, a hipoterapia – terapia com cavalos – melhora o tónus muscular, ajuda à sincronização dos ossos e das articulações, favorece a coordenação da motricidade, além de proporcionar maior controlo respiratório. O cavalo é uma importante fonte sensorial: transmite cheiro, calor, sons, estimula o tacto. Já a delfinoterapia – terapia com golfinhos – tem demonstrado efeitos positivos no apoio a crianças com síndrome de Down, autismo ou qualquer outra doença que comprometa o sistema nervoso central. O golfinho interage facilmente com a criança e proporciona estimulos que compensam a ausência parcial ou total de neurotransmissores.

Seja como guardiães de bem-estar, seja como auxiliares terapeutas, a presença de um animal comporta alguns riscos. Os pêlos podem causar alergias, uma pulga nunca está só, as carraças são uma ameaça potencial, os germes que sobrevivem nos intestinos de cães e gatos são fonte de infecções várias. E, além disso, mordem e arranham. Prevenir envolve uma higiene rigorosa dos animais, reforçada com uma desparasitação periódica. Manter as vacinas em dia é um gesto essencial. Afinal, a saúde dos animais domésticos é também a saúde de toda a família.

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