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Pele sob pressão

19 Dezembro, 2014 0

Chamam-se úlceras de pressão mas são mais conhecidas como escaras. Acontecem mais frequentemente quando há alguma condição médica que limita a capacidade de mudar de posição, por exemplo, no caso dos acamados devido a doença ou no caso de quem está confinado a uma cadeira de rodas. Mas não são uma inevitabilidade: há medidas de prevenção e a nutrição adequada é uma delas.

As úlceras de pressão, mais conhecidas como escaras, desenvolvem-se na pele que reveste as áreas mais “ossudas” do corpo, tais como calcanhares, tornozelos, ancas mas também na pele das nádegas, e resultam maioritariamente de dois factores desencadeantes: a pressão resultante da imobilidade e a fricção. É por isso que acontecem, com mais probabilidade, em pessoas que passam demasiado tempo em cadeira de rodas ou numa cama, em consequência de doença prolongada ou de uma fase de recuperação de uma doença que exija imobilidade.

O que estas situações têm em comum é o facto de a pele e os tecidos subjacentes estarem sujeitos a uma pressão continuada, ficando como que “presos” entre o osso e a cadeira de rodas ou a cama. O resultado é uma maior dificuldade na circulação sanguínea, o que faz com que a pele vá ficando privada de oxigénio e nutrientes.

É que o sangue é, por assim dizer, o “meio de transporte” destes elementos essenciais à vida e também à saúde da pele.

Com o tempo e a pressão prolongada, sem que sejam tomadas medidas, os danos começam a tornar-se visíveis.

Primeiro, a pele fica avermelhada. Depois, começa a haver acumulação de fluidos ficar inflamada, podendo surgir bolhas. Se nada for feito, a ferida abre-se, aumentando o risco de infecção e deixa de ser superficial, avançando eventualmente até às camadas mais profundas da pele.

No limite, pode haver destruição do músculo e até do osso. Qualquer parte do corpo pode ser afectada, mas as zonas mais frágeis são, naturalmente, aquelas sujeitas a uma maior pressão e que têm menos quantidade de músculo ou gordura, sendo a pressão exercida directamente sobre o osso. No caso de pessoas com dificuldade de locomoção que passem a maior parte do tempo numa cadeira de rodas, por exemplo, é mais comum que as feridas aconteçam nas nádegas, na coluna vertebral, nomeadamente no cóccix, e na região anterior das pernas e até dos braços. Já as pessoas acamadas costumam apresentar mais lesões na cabeça (atrás e dos lados), nas omoplatas, nos cotovelos, nas ancas e na parte inferior da coluna, e ainda na parte de trás e lateral dos joelhos, pulsos e pés.

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Detectar e tratar precocemente

As úlceras de pressão são muito dolorosas e, além disso, se não forem detectadas e tratadas a tempo podem causar danos a nível dos tecidos, dos músculos e dos ossos. Há ainda o risco de se desenvolverem infecções no local da ferida. Daí que as pessoas em situações de imobilidade duradoura devam ser sujeitas a grande atenção no sentido de detectar o mais cedo possível qualquer lesão na pele: só assim é possível tratar antes que os danos sejam mais extensos e mais profundos.

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