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Incontinência: Fugas no masculino

16 Maio, 2012 0

Quando se fala em incontinência o mais provável é que se associe às mulheres, mas o problema também pode ser masculino. E é mais frequente com a idade, embora não seja uma consequência inevitável do envelhecimento.

A incontinência não escolhe género: acontece a mulheres e acontece a homens. E também não escolhe idade: tanto ocorre na infância como na idade adulta, como ainda na velhice.

Mas homens e mulheres correm diferentes riscos, em diferentes idades: na infância, as perdas de urina são mais comuns entre os rapazes, sobretudo a chamada enurese nocturna, pois o controlo da bexiga dá-se mais cedo nas raparigas; já na idade adulta, é mais frequente que a incontinência seja um problema feminino, devido às características do corpo da mulher na região pélvica e às alterações causadas pela gravidez e pelo parto. Isto não significa, porém, que os homens estejam a salvo…

Neles a incontinência acontece com mais frequência nos mais velhos, mas não se pode considerar que seja consequência natural do processo de envelhecimento.

Existem três tipos de incontinência, comuns a homens e mulheres. A de esforço é quando as perdas de urina resultam de gestos que, de alguma forma, exerçam pressão sobre a bexiga – pode ser levantar um objecto, espirrar, tossir ou até rir. Depois há a incontinência de urgência: sem que se saiba porquê, os músculos da bexiga apertam-na tanto que causam uma vontade urgente de urinar e quando essa vontade não é satisfeita de imediato a urina “escapa-se”.

Finalmente, considera-se a incontinência de extravasamento: resulta do facto de a bexiga estar muito cheia, nunca se esvaziando por completo e acabando por se ir libertando urina devido à pressão que o excesso de urina na bexiga provoca – normalmente ocorre quando a bexiga está dilatada e insensível devido a uma retenção crónica de urina. Entre as causas encontram-se a fraqueza dos músculos ou um bloqueio da uretra, o canal que conduz a urina da bexiga até ao exterior.

Qualquer que seja o tipo, em comum têm o facto de as perdas de urina acontecerem sempre de uma forma incontrolável – isto é, não depende da vontade do homem.

Para que o sistema urinário cumpra a sua função, músculos e sistema nervoso devem trabalhar em conjunto para reter a urina na bexiga até que seja expulsa na altura certa.

À medida que a bexiga se enche, os músculos são instruídos no sentido de a manterem fechada. Quando chega o momento de urinar, o sistema nervoso envia aos músculos uma mensagem para que comprimam a bexiga e a urina é expelida.

Dado o papel do sistema nervoso neste processo, se o homem sofrer de uma doença que cause danos a este nível é possível que venha a sofrer também de incontinência. É o caso de doenças como a diabetes, que, com o passar dos anos, pode afectar o controlo da bexiga. É também o caso da doença de Parkinson, da esclerose múltipla e do acidente vascular cerebral, entre outras doenças que causam lesões no cérebro.

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