Idosos: Cuidados a ter este Verão
O tipo de vestuário também é importante para amenizar a sua temperatura corporal, por isso, a roupa deve ser “fresca e solta, de cores claras, de algodão e, na cama, não é preciso manterem o edredão de Inverno”. Salienta, também, que a temperatura da habitação também precisa de ser amena. Daí que sugira que “se fechem as persianas e se areje a casa, durante a noite, para manter sempre uma circulação de ar”.
Para evitar os problemas associados ao excesso de calor, Leonor Murjal alerta para o facto de “as pessoas não poderem estar tanto tempo dentro dos carros”. O ar condicionado atenua os efeitos adversos desta exposição, muito embora as pessoas devam preparar-se para a viagem, levando a quantidade de água necessária, para o percurso percorrido. São de evitar as viagens durante o dia, devendo optar-se por viajar durante os períodos em que o sol está menos intenso.
Nos períodos de maior calor, sugere que as pessoas tomem um duche, com água tépida ou fria, mas sem mudanças bruscas de temperatura. Isto porque, o duche a uma temperatura muito fria, após uma exposição ao calor, pode provocar uma hipotermia, “sendo esta situação grave no caso dos idosos e das crianças”, frisa a médica de saúde pública.
A ida à praia deve ser feita por toda a população fora do horário de risco – compreendido entre as 11h e as 16h – com o uso de protectores superiores a 15, no caso dos adultos, e superior a 20, no caso das crianças. Só com o seguimento destas medidas preventivas se dá resposta às necessidades de uma larga franja da população portuguesa que tem pele clara e susceptível, embora a vulnerabilidade dos idosos aos efeitos prejudiciais do sol na pele seja idêntica à do resto da população, sublinha o dermatologista António Marques Gomes.
A importância de pedir auxílio
Pedir ajuda a quem está mais perto – que pode até ser o vizinho – é, no caso dos idosos e dos doentes, fundamental, para evitar problemas graves de saúde derivados às elevadas temperaturas. Importa, por isso, sensibilizar a população em geral para a necessidade de ser solidária com os mais velhos, através de “um espírito de entreajuda, quando está calor – que é o caso agora – mas que se deve aplicar a todo o ano”, afirma Leonor Murjal.
Acrescenta que a mudança de atitude da população para com os idosos é decisiva, até porque, por vezes, estes têm receio ou vergonha de pedirem auxílio, por não aceitarem a perda de autonomia. Iniciativas tão simples como “comprar uma garrafa de água ou legumes e fechar uma persiana podem fazer toda a diferença”.
Sinais de golpe de calor
(Plano de Contingência para as Ondas de Calor- 2007)
Modificação do comportamento habitual
Fraqueza ou grande fadiga das pessoas
Dificuldade recente em se movimentar
Tonturas, vertigens, perturbações de consciência, convulsões
Náuseas, vómitos, diarreiras, cãibras
Temperatura corporal elevada
Sede e dores de cabeça

