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Gravidez: Esperar para ser mãe

24 Março, 2013 0

E no que respeita ao parto há dois factores que convém ter em conta: é bem provável que ele aconteça antes das 42 semanas e que se faça por cesariana.

Nada que deva assustar uma mãe, pois a cesariana é um método quase isento de complicações e a taxa de sobrevivência de prematuros é cada vez mais elevada.

Por tudo isto não há razões para uma mulher saudável ter medo e desistir de ter um filho só porque já venceu a barreira da idade. Pelo contrário: depois da terceira década de vida, as mulheres têm mais maturidade e consciência das suas capacidades. Ser mãe aos 30 e mesmo aos 40 anos pode, pois, ser uma experiência muito gratificante.

Sem falar no bem-estar: a pele torna-se mais jovem, as rugas esfumam-se, a textura do cabelo melhora, pés e mãos ficam mais quentes e agradáveis e até os seios adquirem maior turgidez.

 

Riscos

O facto de adiar a maternidade até aos 35-40 anos não implica que não se possa viver uma gravidez sem sobressaltos de maior e ter filhos perfeitamente saudáveis. Há, no entanto, riscos associados a essa decisão, quer para a mãe quer para o bebé:

• Maior risco de aborto (menor do que nas adolescentes, mas duas vezes mais elevado do que nas mulheres de 20 a 30 anos);

• Mais problemas de saúde durante a gravidez (hipertensão arterial, diabetes, problemas cardiovasculares, hemorragias);

• Partos mais difíceis (aumenta bastante a probabilidade de o parto ser por cesariana);

• Maior risco de problemas genéticos para o bebé (este é, decerto, o maior fantasma que assusta estas mulheres, já que com a idade aumenta significativamente a possibilidade de a criança sofrer de síndroma de Down).

 

O medo da amniocentese

A aminiocentese, efectuada geralmente entre 14.ª e a 20.ª semana de gestação, é, provavelmente, o exame mais receado por uma grávida que já venceu a barreira dos 35 anos, quer se trate do primeiro filho ou de uma segunda ou terceira gestação. É, todavia, um exame indispensável para fazer o diagnóstico de eventuais anomalias genéticas, sabido que é que doenças como a síndrome de Down (ou Trissomia 21) aumentam com a idade da mãe.

A amniocentese consiste na introdução, com anestesia local, de uma agulha especial guiada por ecografia e que atravessa o abdómen e o útero até chegar ao líquido amniótico (em que o feto flutua). É então aspirada uma pequena quantidade deste líquido, onde, por estar em contacto íntimo com o feto, se encontram em suspensão algumas células da futura criança. Uma análise a essas células permite avaliar a carga genética do bebé e detectar a existência de eventuais anomalias cromossómicas.

Indicado para casos de risco, este exame contém em si próprio algum risco, com uma probabilidade de 0,25 a 0,5 por cento de ser abortivo, portanto, bastante reduzido.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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