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Grão a grão…

15 Outubro, 2009 0

A introdução dos alimentos sólidos na dieta do bebé deve acontecer a pouco e pouco, entre os quatro e os seis meses. E o sal e o açúcar quanto mais tarde melhor… Até porque há riscos associados a uma diversificação alimentar precoce, como as alergias e a obesidade.

É natural que as mães desenvolvam uma certa ansiedade em relação à introdução de alimentos sólidos na dieta do seu bebé. Mas há uma altura certa para a diversificação alimentar, sob pena de os riscos serem maiores do que os benefícios.

Pelo menos até aos quatro meses, o leite materno ou a fórmula são suficientes para assegurar as necessidades nutricionais do bebé. Até então o organismo não está pronto para receber novos alimentos: é preciso esperar que o sistema digestivo esteja suficientemente funcional, o que só acontece entre os quatro e os seis meses.

Há ainda que ter em conta o desenvolvimento psicomotor e comportamental. É que a diversificação alimentar é muito mais do que o fornecimento de nutrientes. Ela implica a aquisição de novas competências associadas aos estímulos trazidos pelos novos alimentos – textura, sabor, odor, cor. Além de que constitui uma antecâmara da inserção do bebé no regime alimentar da família e na socialização própria das refeições.

A diversificação alimentar é, normalmente, orientada pelo pediatra, mas há algumas pistas que podem ajudar a família. Se o bebé demonstra interesse pelo que os adultos comem, se não fica satisfeito com o leite e manifesta fome entre cada refeição pode ser altura de lhe apresentar outros alimentos, cumpridos os primeiros quatro a seis meses.

O que fazer então? Não há regras universais nem uma ordem rígida para a introdução de novos alimentos. Mas há consensos que indicam que deve haver um intervalo de pelo menos uma semana entre cada novo sabor e cada nova textura.

Isto para identificar eventuais reacções do organismo (alergia ou intolerância). Sendo que o leite não deve ser abandonado, mantendo-se como eixo de toda a dieta do bebé.

 

O quê e quando?

Habitualmente, o primeiro alimento a ser introduzido são as farinhas infantis (papa), por volta dos cinco meses. Primeiro sem glúten, pois esta proteína existente em cereais como o trigo, o centeio, a cevada e a aveia está na origem do desencadear dos sintomas da doença celíaca – doença crónica do intestino que impede a absorção do glúten – em quem já tem a doença.

Nem todos os bebés reagem da mesma maneira à papa: alguns são mais entusiásticos, outros rejeitam-na. Pode ser preciso alguma paciência e até adiar a experiência, voltando a tentar uma ou duas semanas mais tarde. Uma forma de os habituar à nova textura é oferecer-lhes uma papa mais líquida das primeiras vezes, engrossando-a à medida que for sendo aceite.

[Continua na página seguinte]

O início da diversificação alimentar pela papa deve-se ao facto de o sabor ser familiar, uma vez que é muito próximo do do leite (que, aliás, entra na sua preparação). Os cereais têm a vantagem de fornecerem ferro, vitaminas e hidratos de carbono, sendo uma boa fonte de energia.

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