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Grão a grão…

15 Outubro, 2009 0

Depois dos cereais, os legumes e os frutos, pelos seis meses. Há pediatras que recomendam primeiro a sopa e outros que aconselham primeiro a fruta. Independentemente da ordem, a fruta deve começar por ser cozida e apresentada esmagada. Só mais tarde, deverá ser oferecida crua. Banana, maçã e pêra estão na primeira linha, com os citrinos, morangos e kiwis a ficarem remetidos para depois do primeiro ano de vida pois podem desencadear reacções em quem tem propensão para doença alérgica.

Quanto aos legumes, sob a forma de sopa, a diversificação deve iniciar-se com batata, cenoura, abóbora, a que se vão juntando gradualmente verduras. Mas não espinafre, que também deve ser adiado.

A carne só chega à dieta do bebé pelos oito meses, de preferência magra (peru, coelho e frango). Primeiro passada com a sopa, mais tarde oferecida em pequenos pedaços, de modo a que o bebé se familiarize com o seu sabor autónomo. Já o peixe, deve esperar um pouco mais para fazer parte da alimentação infantil – a partir dos dez meses, sendo a melhor opção a pescada, o linguado e a solha. Pela mesma altura, também pode ser dada gema de ovo (a clara só após um ano de idade).

Perto do primeiro aniversário, é possível diversificar ainda mais, com arroz, leguminosas, massa e pão.

O que deve ficar longe das refeições do bebé é o sal e o açúcar. Nenhum deles deve ser adicionado à comida e quanto mais tarde houver contacto com eles melhor para a saúde.

 

Alergias e obesidade, os riscos

A diversificação alimentar deve respeitar o desenvolvimento do bebé, mas é consensual entre os especialistas que não deve acontecer antes dos quatro, seis meses nem depois dos seis, oito meses. É que há riscos associados quer à introdução precoce de novos alimentos, quer à introdução tardia.

Neste último caso pontua a carência em ferro. Este é um mineral essencial ao transporte do oxigénio, sendo usado em funções intelectuais como a concentração e a aprendizagem.

A sua carência pode dar origem a anemia, além de ter repercussões a nível daquelas competências. É que o leite não satisfaz as necessidades em ferro a partir dos seis meses, sendo necessários outros alimentos.

Já quando os novos alimentos são oferecidos ao bebé cedo de mais, pode estar a abrir-se caminho a uma alergia ou a excesso de peso. Há alimentos mais “culpados” do que outros: é o caso do leite de vaca, dos ovos, do peixe, do tomate e dos citrinos, que não devem fazer parte da alimentação infantil antes do primeiro ano. E muito menos ser introduzidos antes dos quatro meses: é que o sistema digestivo ainda não está preparado para as proteínas daqueles alimentos, pelo que pode desenvolver uma reacção alérgica.

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Por outro lado, a introdução de sólidos é sinónimo de calorias. As farinhas lácteas, a carne e o peixe acabam por fornecer mais calorias do que as necessidades energéticas do bebé no primeiro ano de vida. Daí que a papa não deva ser dada antes dos quatro, seis meses e que, mesmo assim, não deva constituir o grosso das refeições. A sopa de legumes e a fruta têm mais benefícios e menos desvantagens.

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